BELÉM (PA): Dengue e Zika reduzem casos em 95%, Chikungunya também apresenta queda

Belém teve uma redução de 95% dos casos de Dengue e Zika na região. Foram 75 e duasconfirmações para cada doença, respectivamente. Em 2016, as notificações das patologias eram de 1275 e 2000. Além disso, os números da Chikungunya também apresentam redução, com 73 confirmações da doença em 2017. Em um comparativo, em 2016, a cidade de Belém tinha mais de 2000 casos de Chikungunya. Os bairros mais afetados pela doença são Marco, Telégrafo e Pedreira. Cerca de 900 Agentes de Endemias realizam as vistorias em imóveis, que são feitas para conscientizar a população.Á

O supervisor de Controle Vetorial do município de Belém, Joselino Aguiar, afirma que as ações não melhoram, efetivamente, caso os morados da região não ajudarem a diminuir os criadouros. Ele comenta o que a população pode fazer. “Olha, o que a população pode fazer é não criar ambientes propícios para a proliferação vetorial. Como eu falei antes, não criar nenhuma possibilidade de ter objetos ou utensílios que possam funcionar como criadouro. Se ela não criar essa possibilidade, é lógico que nós vamos diminuir potencialmente o quantitativo de criadouros e, consequentemente, menos a possibilidade de ter pessoas doentes”, disse Joselino.

Apesar dos números baixos, Belém é uma das cidades com maiores notificações do estado do Pará. Isso se deve ao fato da capital ter um alto número populacional. A coordenadora do Plano de Dengue, Zika e Chikungunya do estado do Pará, Aline Carneiro, atenta que, neste final de ano, as incidências do mosquito podem aumentar por conta do aumento das chuvas.

Confira aonde podem haver possíveis criadouros do mosquitoEla atenta para a capital, onde os problemas pontuais estão relacionados à coleta de lixo na região.“No centro da cidade são feitas coletas de lixo, às vezes, duas vezes por dia e você continua vendo lixos na porta das casas em horários inadequados, expostos a cachorros e rasgar (os sacos de lixo). Então a população, ela muitas vezes não se sente envolvida, e isso realmente dificulta. Ou então ela acha que o papel ainda é do agente”, comenta a coordenadora.

Faça parte dessa luta. Não deixe que o mosquito se prolifere. Verifique acúmulos de água em pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, caixas d’água, tampinhas de garrafas, entre outros. Participe também. Lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida e o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

#combateaedes

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