Capítulo 7: CRIATIVIDADE: A MÃE DAS GRANDES IDEIAS

A imaginação é mais importante que o conhecimento. Albert Einstein

“No princípio era o Verbo, … e o Verbo era Deus. …

Todas as coisas foram feitas por Ele …” (João 1,1-3). Como no início não havia sido criada ainda a palavra, o Verbo a que se refere a Bíblia é, na verdade, o pensamento, a mentalização, o sonho, a ideia.

Assim são os empreendedores com suas ideias. Conseguem criar e fazer funcionar projetos inacreditáveis que mudam o curso da História. A capacidade empreendedora demanda três habilidades básicas que são bem definidas e marcantes, como se fossem três pessoas em uma só: sonhador, crífico e realizador. Esta técnica é conhecida na PNL como estratégia Disney.

A primeira habilidade a ser descrita é a de sonhador, aquele capaz de sonhar e de ver algo inexistente. É poder ver o futuro ao vivo e em cores. É uma viagem onde se consegue fechar os olhos e vislumbrar toda a maravilha da obra já concrefizada e funcionando, como se fosse num filme. E, quanto maiores os detalhes, as cores, os tons que se podem ver e discernir, mais límpida, nífida e forte será esta “visão do futuro”. É um sonho tão nífido e claro que chega até a ser confundido com uma realidade concreta.

A segunda habilidade é a de crífico, capaz de crificar a si mesmo. É um diálogo interno no qual se fazem perguntas colocando em xeque a possibilidade de realização daquele sonho.

Será este sonho algo maluco?

Não será isto uma loucura?

Quem sabe se é um pesadelo?

E o diálogo interno segue ouvindo respostas para todas asperguntas.

Às vezes, as respostas não são convincentes. É necessário pesquisas, conversas, leituras, buscas fora para encontrar soluções e respostas convincentes às perguntas, cada vez mais exigentes e sábias, que evoluem com a repetição do processo.

A terceira habilidade é a de realizador, aquele capaz de sentir a efetiva realização daquele projeto sonhado, que sente os desafios, as limitações, as dificuldades, os benefícios e também os méritos ao realizar tal empreendimento. Seu lado realizador consegue sentir-se dirigindo aquele carro, na estrada, curtindo emoções ao acelerar. Percebe a potência do motor roncando suave e cortando o ar de forma bem aerodinâmica. Percebe a estabilidade nas curvas, o conforto da suspensão e dos amortecedores refletidos no aconchego do estofamento de um carro que ainda nem chegou à prancheta do projetista. Este realizador se sente gerenciando o sonho, organizando e planejando todas as etapas de realização e desenvolvimento do futuro projeto.

Estas três pessoas – o sonhador, o crítico e o realizador -seguem, harmoniosamente, dentro de uma só pessoa, buscando viabilizar aquele projeto. Não são momentos bem definidos; eles se alternam e se interagem.

Todos estão certos e, ao mesmo tempo, todos podem estar errados. Há uma evolução natural durante esse processo. O sonhador, às vezes, é interrompido bruscamente pelo realizador, que o alerta de que daquele jeito não é possível, por isto ou por aquilo. O realizador pode, também, ser interpelado pelo sonhador na defesa legítima de que ele será o primeiro a conseguir tornar realidade aquela façanha. O crítico, por sua vez, é desafiado pelo sonhador, que o acha crítico demais e acredita que é preciso usar a imaginação para fazer o “novo”. E os “três em um” seguem entre “tapas e beijos”, pelas estradas da vida sonhando, criticando e buscando soluções e respostas para os novos desafios e aventuras. Nesse clima de discussão, acabam por viabilizar projetos inéditos que só os empreendedores ousam sonhar. Estes idealistas, que têm a coragem de transformar um sonho em realidade, são respeitados e admirados pelos quatro cantos do planeta.

Imagine uma fórmula de refresco desenvolvida por um médico americano e vendida ao jovem Asa Candler, farmacêufico práfico. Este jovem empreendedor, com sua imaginação e visão do futuro, criou uma marca, traçou suas metas, desenvolveu um plano e entrou em ação. Assim, uma simples fórmula comprada por U$500,00 transformou-se num império, cuja bandeira está fincada nos cinco confinentes do planeta. É hoje uma das marcas mais valorizadas do mundo: Coca-Cola, U$ 43.000.000.000,00 (quarenta e três bilhões de dólares).

Mahatma Gandhi libertou a Índia da poderosa Inglaterra, sem o uso da violência. As independências, até então, haviam acontecido através do uso de técnicas e estratégias de guerra, perseguições e muito sangue. A sua ideia, o seu idealismo, libertou seu povo das garras da terrível escravidão inglesa, com serenidade e paz.

Juscelino Kubitschek, candidato à Presidência da República, em campanha por Jataí, interior de Goiás, em 4 de abril de 1955, fazia comício num caminhão. De repente, uma voz no meio da multidão, depois identificada como a do Sr. Antônio Carvalho Soares,interpe-lou-o:

O Senhor disse que, se eleito, vai cumprir, rigorosamente, a Constituição Federal. Desejo saber se pretende mudar a Capital Federal para o Planalto Central, como consta na Constituição. Imaginem que situação embaraçosa! O programa de metas já estava todo pronto, dentro de um orçamento apertado e não contemplava tal meta porque não havia recursos financeiros para obra de tamanha envergadura. Aquele silêncio foi quebrado com uma resposta firme e tenaz: – Se for eleito, construirei a nova Capital e farei a mudança da sede do governo.

E, desta forma, um empreendedor transforma mais uma ideia em realidade. Inaugurou Brasília, em 21 de abril de 1960, deixando a política e entrando para a História como o maior estadista brasileiro de todos os tempos, pois fez o Brasil crescer cinqüenta anos em cinco.

Quando você quer e acredita, quando tem fé inabalável e está realmente determinado, não há problemas nem dificuldades. Nada poderá detê-lo. Surge uma força cósmica inexplicável que o envolve e o protege. É como se o Universo conspirasse a seu favor. Henry Ford I, o pai da indústria automobilística, foi um dos homens mais ricos e prósperos do mundo e deixou-nos um grande legado:

“…Quando desenhamos algo na mente e pensamos nele, este pensamento se transforma num corpúsculo espiritual e vai, como um emissário, em busca dos elementos necessários para concretízálo no mundo das formas…”

Trecho do Livro Por que construí Brasília, de Juscelino Kubitschek.

Quem diria, no Brasil, estarmos plantando uvas e fazendo vinhos de altíssima qualidade no Vale do Rio São Francisco. Mas uva não é uma plantação típica de lugares frios, como no sul do país? Aqueles empreendedores loucos quebraram esse paradigma e estão fazendo

Se for eleito, construirei a nova Capital e farei a mudança da sede do governo.

E, desta forma, um empreendedor transforma mais uma idéia em realidade. Inaugurou Brasília, em 21 de abril de 1960, deixando a política e entrando para a História como o maior estadista brasileiro de todos os tempos, pois fez o Brasil crescer cinqüenta anos em cinco.

O maior sucesso com a uva nordestina. E, diga-se de passagem, ela é de excelente qualidade. O segredo da uva está em ser molhada na hora certa para ficar ainda mais doce. Com irrigação, isso é plenamente possível.

Vamos lá, mãos à obra. Tire sua ideia do papel e transforme-a em realidade. Só depende da sua determinação. Você pode! Você é capaz! Ninguém tem o mesmo DNA, impressão digital ou missão. Você é único, sui generis, não existe ninguém igual a você.

Ouse fazer e o poder lhe será dado!

 


Autor:

Professor Flávio de Almeida oferece, em especial, a todos os profissionais de áreas afins, satisfaz todas as condições estéticas exigíveis em um trabalho desta natureza, uma vez que nos leva a ter foco no mercado, sem perder a flexibilidade, ou seja, foco nas oportunidades e não nos problemas.


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