Capítulo 2: TRABALHO x CAPITAL

Quem veio primeiro: o capital ou o trabalho? Claro que o trabalho é o pai do capital! Mas o trabalho, sozinho, não consegue gerar um grande capital. Ele precisa ser combinado a um conjunto de habilidades, conhecimentos teóricos, práticos, empíricos e intuitivos que
denominamos de tecnologia. Se o trabalho fosse o principal gerador de riqueza, nós não encontraríamos uma série de operários que trabalham cerca de dez a doze horas por dia e que, após trinta anos, aposentam-se ganhando um mísero salário.

A humanidade viveu a maior parte do tempo em função da agricultura, seja ela extrativista ou cultivável, e não se deu importância à tecnologia. Apenas o trabalho era considerado importante. Ganhava a guerra o exército que detivesse o maior número de soldados.
Ganhava dinheiro a família que tivesse o maior número de membros, mais mão-de-obra. Nesse contexto, o poder estava na mão de quem detinha grandes extensões de terra, os coronéis, que mandaram e desmandaram até meados do século XVIII.

Em 1850, aproximadamente, surge na Inglaterra o que conhecemos como Revolução Industrial. A máquina a vapor destrona o trabalho e lança a tecnologia como baluarte do poder econômico. Lembre-se da teoria do famoso Thomas Maltus que assustou toda a
humanidade ao dizer: “O alimento cresce em progressão aritmética; a população, em progressão geométrica”. Essa teoria levou muitos governos a ficar apavorados com o medo da fome. Segundo Maltus, faltaria alimento na mesa da humanidade, que crescia mais
que a capacidade de produzí-lo. Naquela época, mais de 90% da população mundial concentrava-se nos campos; infelizmente, Maltus não considerou o avanço da tecnologia para aumentar a produtividade agrícola.

Ele nunca imaginou que o homem desenvolveria uma tecnologia que permitisse cultivar os terrenos desérticos, como estamos vendo na China; o cerrado, em pleno nordeste brasileiro, e várias outras regiões onde a tecnologia de irrigação, correção dos solos e tantos outros avanços mais parecem mágica.

Hoje, no Brasil, já prevemos que no século XXI apenas 3% da população estará envolvida com a atividade agrícola. Nem por isso faltarão alimentos. Já existe um excedente de 20% na produção de alimentos, além de estarmos quebrando o recorde na produção de
grãos a cada ano. A tecnologia faz a produtividade crescer de forma fantástica.

A escravidão da humanidade, num primeiro momento, foi racial e sócio religiosa. Hoje, ela é tecnológica; os povos que não a possuírem serão escravos dos tecnologicamente poderosos.

É esse fenômeno chamado tecnologia que explica o fato de o Japão ser uma grande potência econômica apesar de ser tão pequeno e assolado por tantas intempéries, além das duas bombas atômicas durante a Segunda Guerra Mundial. O mundo nos julga
pelo resultado e não pelo esforço.

O homem mais rico do mundo, segundo a revista Forbes, é Bill Gates, americano de 40 anos, dono da Microsoft. Gates tem uma fortuna pessoal avaliada em 18 bilhões de dólares. Na década de 70, este adolescente idealista e empreendedor, contrariando os papas cibernéticos, resolveu quebrar o paradigma do mercado. O presidente da então poderosa DEC, concorrente da IBM, fabricante de computadores de grande porte, pronunciou:

“Não existe nenhuma razão para alguém ter um computador em casa”.

E, na sua visão do futuro, Gates resolveu investir seu tempo e sua sabedoria – já que não tinha capital – na busca de soluções em softwares para PC, computadores pessoais. Foi buscando popularizar, viabilizar e desmistificar o computador que Gates conseguiu fazer
sucesso.

A tecnologia em uso parece milagre. Às vezes, desafia o poder, a razão e a própria inteligência do homem, quebrando paradigmas e lançando paradoxos. Abre verdadeiras clareiras no horizonte da humanidade.

E, nesta busca de soluções para tornar a vida mais prática, longa e prazerosa, a tecnologia desvenda um leque de oportunidades para os empreendedores sem capital que estão dispostos a percorrer caminhos virgens, escuros, longos e estreitos, onde só temos uma
certeza:

“Não existe nada certo e muito menos errado.”

 

A esses empreendedores e idealistas fica reservado o podium do sucesso e os louros da vitória, nos quais se colhe, em abundância, os frutos do êxito. É preciso criatividade, habilidade e feeling para farejar negócios e oportunidades. Foi assim que os tigres asiáticos
saíram do ostracismo e da marginalidade. Na década de 90, despontaram como potências mundiais, dominando mercados, exportando produtos de alta qualidade e tecnologia de última geração.

Façamos uma retrospectiva rápida e observemos o turnover no poder econômico. Roma, Península Ibérica, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, Japão, Banco Econômico, Banco Nacional, Matarazzo, Mendes Júnior, Magalhães Pinto, Calmon de Sá, esses são países,
empresas e pessoas, respectivamente, num sobe e desce frenético e dinâmico. É essa dinâmica que nos permitirá ver a ascensão da China, da Índia, do Brasil, dos “Bill Gates” da vida, a sua, a nossa…

Acredite, você pode fazer como muitos: substituir o capital pela ideia e tornar-se um empresário de sucesso, chegando aonde você desejar e conseguir imaginar-se.

 


Autor:

Professor Flávio de Almeida oferece, em especial, a todos os profissionais de áreas afins, satisfaz todas as condições estéticas exigíveis em um trabalho desta natureza, uma vez que nos leva a ter foco no mercado, sem perder a flexibilidade, ou seja, foco nas oportunidades e não nos problemas.


Capítulo 3

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