Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas – COP24

Na abertura oficial da cúpula COP24, nesta segunda-feira, 3 de dezembro, com a participação do presidente polonês Andrzej Duda, o  secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, lançou um apelo dramático aos líderes mundiais para levar a sério a ameaça do aquecimento global e agir corajosamente para evitar um aumento catastrófico das temperaturas antes do final do século.

Guterres, chamou a mudança climática de “a questão mais importante que enfrentamos”. “Mesmo testemunhando impactos climáticos devastadores que causam estragos em todo o mundo, ainda não estamos fazendo o suficiente, nem avançando o suficiente, para evitar uma interrupção climática irreversível e catastrófica”, disse Guterres a delegados de quase 200 países em Katowice.

Guterres pediu um “grande aumento nas ambições” durante as negociações na Polônia, acrescentando que “não podemos nos dar ao luxo de falhar em Katowice”.

“Este é o desafio sobre o qual os líderes desta geração serão julgados”, disse ele.

Ele disse aos repórteres que a realidade da mudança climática global tem sido “pior do que o esperado, mas a vontade política está relativamente fraca depois de Paris” e não corresponde aos desafios atuais.

Arnold Schwarzenegger, o astro de filmes de ação e ex-governador da Califórnia, insistiu que os Estados Unidos “ainda estão” no acordo de Paris para conter o aquecimento global, apesar da decisão de Trump de se afastar dele.

“A América é mais do que apenas Washington ou um líder”, disse ele, acrescentando que gostaria de poder voltar no tempo – como o cyborg que ele interpretou em “O Exterminador do Futuro” – para impedir o uso de combustíveis fósseis.

Chamando Trump de “meshugge” – iídiche por “louco” – por ter decidido se retirar do acordo de Paris, Schwarzenegger insistiu que o acordo climático tem amplo apoio nos níveis local e estadual nos EUA.

Duda, o líder polonês, disse que os participantes da conferência apoiaram a proposta de seu país de que os governos devem garantir uma “transição justa” para os trabalhadores das indústrias de combustíveis fósseis que permanecem em seus empregos enquanto o mundo muda para a energia renovável.

Mas o primeiro-ministro de Fiji, Frank Bainimarama, disse que qualquer “transição justa” deve considerar o destino de todas as pessoas ao redor do mundo cujas vidas são afetadas pela mudança climática.

Os moradores das ilhas menores do mundo, muitos dos quais enfrentam inundações catastróficas do nível do mar em um mundo em aquecimento, têm estado entre os maiores apoiadores mundiais de medidas para combater a mudança climática.

 

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