Contas externas têm melhor resultado para o 1º semestre em dez anos

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BRASÍLIA — As contas externas fecharam o primeiro semestre deste ano com superávit de US$ 715 milhões, melhor resultado para o período desde 2007, último ano em que as transações correntes do Brasil ficaram no azul, segundo números divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central. No mesmo período do ano passado, a conta registrou um déficit de US$ 8,4 bilhões.

O bom resultado das contas externas brasileiras registrado entre janeiro e junho está relacionado, principalmente, com o saldo positivo da balança comercial que, no primeiro semestre, apresentou o melhor resultado da série histórica do Ministério da Indústria e Comércio Exterior para o período (US$ 34 bilhões).

Além da balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), a conta de transações correntes é formada pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior).

No primeiro semestre deste ano, a conta de serviços registrou déficit de US$ 15,5 bilhões; as despesas líquidas de renda primária alcançaram US$ 19,7 bilhões; e a conta de renda secundária registrou ingressos de US$ 1 bilhão.

Em junho, as contas externas também ficaram no azul, quando foi registrado superávit de US$ 1,3 bilhões. Foi o quarto mês seguido de resultado positivo do setor externo brasileiro e o maior superávit registrado desde 2004, segundo a série histórica do Banco Central. O resultado do mês passado também foi puxado pelo saldo comercial de US$ 6,9 bilhões, recorde para meses de junho.

A conta de serviços registrou déficit de US$ 3,2 bilhões em junho, recuo de 11,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Nesse cálculo, as despesas líquidas com viagens internacionais totalizaram US$ 1,1 bilhão, aumento de 16,9% comparadas àquelas registradas em junho de 2016. Esse número é resultado de elevação de 10,1% nos gastos de brasileiros em viagens ao exterior, e redução de 6,2% nas receitas auferidas em viagens ao Brasil.

No mês passado, as despesas líquidas com juros alcançaram US$ 1,4 bilhão; e as remessas líquidas de lucros e dividendos totalizaram US$ 1,2 bilhão no mês, redução de 12,0% quando comparadas às observadas em junho de 2016.

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