Novembro Diabetes Azul

Novembro chega carregando consigo a cor azul, que representa a necessidade de ampliar a atenção e conscientização a respeito do diabetes. A campanha mundial organizada pela International Diabetes Federation (IDF) tem como mote para este ano “Família e Diabetes”, a fim de evidenciar o papel do núcleo familiar para prevenção e controle da doença. Dados da IDF apontam que, em todo o globo, 425 milhões de pessoas convivem com o diabetes, das quais mais de um milhão são crianças e adolescentes com o tipo 1. No Brasil, o número estimado aproxima-se dos 13 milhões.
No país, a ação é promovida pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), instituição responsável pela reinserção do Novembro Diabetes Azul no Calendário de Eventos do Ministério da Saúde. “Foi um avanço importante da Advocacy da Sociedade com a ADJ Brasil e a FENAD, além de mais um grande passo para a integração com o staff técnico-político do Ministério da Saúde”, comenta Hermelinda Pedrosa, médica endocrinologista e presidente da SBD.
O lançamento foi, durante uma Sessão Solene na Câmara de Deputados, presidida pela deputada Carmen Zanotto, que coordena a Frente Parlamentar Mista pela Causa do Diabetes.
Apoio familiar impacta diretamente o manejo do diabetes        
De acordo com a especialista, o tema da campanha chama atenção para influências comportamentais e clínicas da família, que representa o grupo primário de relacionamentos e é capaz de impactar a saúde de seus integrantes. “O diabetes é uma doença crônica e exige mudanças efetivas nos hábitos cotidianos do paciente e da família, inclusive na relação com alimentos e exercícios físicos. É um processo educacional contínuo”, afirma.
Tal questão é ainda mais presente quando o diabetes acomete crianças e adolescentes. Isso porque as atitudes familiares repercutem na aceitação ou não dos mecanismos de enfrentamento da doença. Assim, Pedrosa destaca que todo o núcleo familiar deve estar envolvido, já que no diabetes tipo 1 é dos pais a responsabilidade dos cuidados.
“O manejo da doença é complexo e demanda integração com todas as atividades diárias. O ambiente no qual a pessoa está inserida tem papel fundamental na forma como ela lida com o diabetes, e isso impacta o sucesso ou a falha do tratamento”, avalia a presidente da SBD.
Cuidado específico para cada tipo de diabetes
O diagnóstico do diabetes tipo 1 acontece geralmente na infância e adolescência, o que aumenta a responsabilidade familiar. Aqui, englobam-se alimentação saudável, controle da glicemia, condução da insulinoterapia, identificação e ação perante episódios de hipoglicemia. “A atenção especial da família ao processo de transição, conforme a criança cresce e chega à adolescência, é fundamental para que a conscientização e o autocuidado se ampliem naturalmente”, reforça Pedrosa.
Já o diabetes tipo 2 surge, em geral, na fase adulta e está ligado à resistência à ação e diminuição da produção de insulina no pâncreas, ação deficiente de hormônios intestinais, dentre outros. A obesidade, dislipidemia (elevação do colesterol e triglicerídeos), hipertensão arterial, histórico familiar da doença ou de diabetes gestacional, e o processo de envelhecimento são os principais fatores de risco. O tratamento demanda mudanças no estilo de vida – ao receber o diagnóstico do diabetes, as adaptações da rotina devem ser intensificadas, sobretudo na eliminação de alimentos inadequados e do sedentarismo.  Principalmente nesse caso, a família também pode ter impacto tanto positivo quando negativo na qualidade de vida.
“O envolvimento proativo da família aumenta o comprometimento de quem recebeu o diagnóstico, seja criança, adolescente, adulto ou uma pessoa idosa, e motiva um seguimento com mais chance de êxito resultando em melhor controle, mais qualidade de vida e menor frequência de complicações. Além disso, favorece o engajamento a associações de pessoas com diabetes, para buscar melhorias para o tratamento nas esferas governamentais e, claro, em campanhas de alerta para prevenção”, afirma a presidente da SBD.
Estudo publicado recentemente no Journal of Nutrition, da Oxford Academic, relacionou a redução do risco para diabetes tipo 2  com o maior consumo de grãos integrais. Os achados embasam a orientação para a troca farinha branca pela integral durante o aconselhamento dietético. A ingestão de grãos, contribui para prevenção e controle da doença.
Os grãos integrais são boas fontes de fibras, tanto solúveis quanto insolúveis. As solúveis, principalmente, favorecem o esvaziamento gástrico mais lento, fazendo com que o carboidrato ingerido na alimentação seja absorvido lentamente em forma de glicose. Tal processo reduz o índice glicêmico do alimento e o pico glicêmico após a refeição. Essa ação no organismo, por si só, já ajuda a controlar o peso, pois prolonga a sensação de saciedade após a refeição – além disso, uma dieta de menor índice glicêmico também pode favorecer o menor depósito de gorduras corporais, por não estimular grandes secreções de insulina.
Os grãos integrais podem reduzir o risco de diabetes tipo 2 melhorando a sensibilidade à insulina, diminuindo a resposta pós-prandial à glicose e possivelmente também abaixando a inflamação no organismo.
Não há uma quantidade mínima ou máxima de grãos recomendada. O que o estudo mostrou foi que quanto maior o consumo de grãos integrais (Trigo verde torrado(Freekeh), Centeio Inteiro, Aveia Inteira, Arroz integral, Cevada integral, Trigo mourisco, Bulgur ou Triguilho, Quinoa, Couscous de Trigo, Milho inteiro) ou produtos feitos com esses grãos, menor foi o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Os indivíduos que consumiam maior quantidade diária de grãos integrais, comparados aos que consumiam menos, tiveram redução de 34% no risco para os homens e 22% para as mulheres.
A cada porção (50g) a mais em grãos integrais diários, observou-se redução de 12% e 7% no risco para homens e mulheres, respectivamente. Há uma recomendação mínima de ingestão de fibras diárias, que é de 20g para adultos, podendo chegar até 35g. O limite máximo sugerido seria para não haver efeitos colaterais gastrointestinais, como excesso de gazes por grande quantidade de fibras na dieta. Cada pessoa deve avaliar sua tolerância individual.
Grãos integrais diminuem risco de diabetes tipo 2
Estudo publicado recentemente no Journal of Nutrition, da Oxford Academic, relacionou a redução do risco para diabetes tipo 2  com o maior consumo de grãos integrais. Os achados embasam a orientação para a troca farinha branca pela integral durante o aconselhamento dietético. A ingestão de grãos, contribui para prevenção e controle da doença.
Os grãos integrais são boas fontes de fibras, tanto solúveis quanto insolúveis. As solúveis, principalmente, favorecem o esvaziamento gástrico mais lento, fazendo com que o carboidrato ingerido na alimentação seja absorvido lentamente em forma de glicose. Tal processo reduz o índice glicêmico do alimento e o pico glicêmico após a refeição. Essa ação no organismo, por si só, já ajuda a controlar o peso, pois prolonga a sensação de saciedade após a refeição – além disso, uma dieta de menor índice glicêmico também pode favorecer o menor depósito de gorduras corporais, por não estimular grandes secreções de insulina.
Os grãos integrais podem reduzir o risco de diabetes tipo 2 melhorando a sensibilidade à insulina, diminuindo a resposta pós-prandial à glicose e possivelmente também abaixando a inflamação no organismo.
Não há uma quantidade mínima ou máxima de grãos recomendada. O que o estudo mostrou foi que quanto maior o consumo de grãos integrais (Trigo verde torrado(Freekeh), Centeio Inteiro, Aveia Inteira, Arroz integral, Cevada integral, Trigo mourisco, Bulgur ou Triguilho, Quinoa, Couscous de Trigo, Milho inteiro) ou produtos feitos com esses grãos, menor foi o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Os indivíduos que consumiam maior quantidade diária de grãos integrais, comparados aos que consumiam menos, tiveram redução de 34% no risco para os homens e 22% para as mulheres.
A cada porção (50g) a mais em grãos integrais diários, observou-se redução de 12% e 7% no risco para homens e mulheres, respectivamente. Há uma recomendação mínima de ingestão de fibras diárias, que é de 20g para adultos, podendo chegar até 35g. O limite máximo sugerido seria para não haver efeitos colaterais gastrointestinais, como excesso de gazes por grande quantidade de fibras na dieta. Cada pessoa deve avaliar sua tolerância individual.
Após o diagnóstico da doença, grãos integrais podem e devem ser usados para controle da glicemia. A recomendação alimentar para quem tem diabetes é manter uma dieta rica em fibras, escolher carboidratos de fontes naturais, como cereais integrais, frutas, legumes, leguminosas e laticínios desnatados. Como já foi falado, a ingestão de fibras de cereais pode favorecer o controle da glicose pós-prandial e melhorar a sensibilidade à insulina.
Além dos grãos, quais outras classes de alimentos pode contribuir para essa prevenção? 
A prevenção do diabetes tipo 2 está pautada principalmente a um estilo de vida saudável, e não necessariamente a ingestão única de classes de alimentos. Deve-se manter uma alimentação saudável, natural, variada e rica em fibras, manter um peso ideal e ser fisicamente ativo. Há estudos mostrando benefícios do uso de alimentos ricos em fibras em geral, gorduras monoinsaturadas (peixes, azeite de oliva extra virgem e oleaginosas), canela, etc.
Apenas a dieta pode prevenir o diabetes? 
O diabetes tipo 2 é uma condição principalmente genética, mas que os fatores ambientais podem ajudar a desencadear ou não. Sabe-se que para indivíduos pré-dispostos, seguir uma alimentação saudável é prioridade, pois pode prevenir ou retardar o surgimento da doença.
O que deve ser considerado ao estruturar uma dieta para combater e/ou controlar a doença? 
 
Primeiramente, deve-se manter um plano alimentar com total calórico adequado às necessidades do indivíduo para manter ou atingir o peso ideal. Depois estruturar um plano de horários adequados, com refeições fracionadas ao longo do dia conforme estilo de vida. Importante incluir alimentos de todos os grupos alimentares, com quantidades adequadas de carboidratos, proteínas e gorduras, favorecendo as fontes de boa qualidade, como as fibras e as gorduras monoinsaturadas, além de reduzir excesso de frituras, gorduras saturadas (carne vermelha, banha, bacon, manteiga, leite integral) e de sal.
É importante manter uma meta adequada de carboidratos por refeições, pois refeições ricas em carboidratos podem aumentar as excursões glicêmicas. São fontes de carboidratos: açúcar, doces, frutas, leite, massas, grãos, cereais integrais, arroz, farinhas e tubérculos.
 
Grupos alimentares

O consumo equilibrado de todos os grupos alimentares, com adequada proporção de macronutrientes e micronutrientes, faz toda a diferença! Sem esquecer do consumo adequado de água, fundamental para a manutenção de uma boa hidratação!
Conheça um pouco mais sobre os diferentes grupos alimentares:
Grupo 1 (CARBOIDRATOS)
Pães, cereais, raízes e tubérculos: Fontes de carboidrato, nutriente responsável em fornecer energia para organismo. São exemplos o arroz, pães, massas, milho, aveia, batata inglesa, batata doce, quinoa, mandioca e mandioquinha. Prefira versões integrais por serem ricas em fibras, favorecendo a absorção gradativa desse nutriente e evitando picos de açúcar no sangue. Além disso, cereais integrais são fontes de vitaminas do complexo B, importantes para o desempenho cognitivo e bem estar geral.
 
Grupo 2 (PROTEÍNAS)
Carnes, aves, peixes e ovos: Ricos em proteínas de origem animal, nutriente fundamental para a construção e preservação dos músculos e tecidos. Com o passar dos anos, é natural ocorrer a diminuição da massa muscular e por isso, o consumo adequado desses alimentos é fundamental para a proteção e regeneração destes. Além disso, os ovos e as carnes em geral são fonte de leucina, um aminoácido que auxilia no fortalecimento muscular. Fornecem ainda vitaminas do complexo B, ferro e zinco, importantes para o a memória e vitalidade;Leite e derivados: Também ricos em proteínas, os leites, queijos, iogurtes e outros derivados são excelentes fontes de cálcio, mineral essencial para o tecido ósseo. Versões com menor teor de gordura são interessantes para controle do peso e do colesterol;Feijões e OUTRAS oleaginosas: Como exemplos desse grupo, fontes de proteína de origem vegetal, estão as leguminosas (feijão, ervilha, grão de bico, lentilha, soja) e as oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes). Essas últimas, além de serem ricas em fibras, possuem alto teor de gorduras mono, poliinsaturadas, benéficas à saúde cardiovascular;
 
Grupo 3 (VITAMINAS, MINERAIS E FIBRAS)
Frutas, verduras e legumes: Ricos em vitaminas, minerais e fibras, são essenciais para o sistema imunológico, vitalidade e bom funcionamento intestinal. Verduras e legumes devem ser consumidos em abundância, por fornecerem alta quantidade desses nutrientes sem comprometer a glicemia. Já as frutas, por possuírem frutose em sua composição – um açúcar natural que também eleva a glicemia – devem ser consumidas com moderação
 
Grupo 4 (GORDURAS E AÇÚCARES)
Gorduras: Encontradas em diversos alimentos, todos os tipos de gordura são importantes para o nosso organismo. Contudo, as gorduras mono, poli e insaturadas são as mais saudáveis! Benéficas à saúde cardiovascular, as chamadas ‘gorduras do bem’ são encontradas no azeite de oliva, castanhas, peixes, sementes de linhaça, chia, entre outras. Vale a pena investir em alimentos ricos em ômega-3, por este estar associado ao controle dos níveis de colesterol e à melhora da memória, concentração e desempenho cognitivo. Evite frituras e gorduras saturadas presentes nas carnes vermelhas, queijos amarelos e guloseimas como chocolates e salgadinhos.
Açúcares e doces em gerais: Não são alimentos proibidos para quem tem diabetes, mas devem ser consumidos com moderação. Tal moderação é uma recomendação não só por quem tem diabetes, mas para todas as pessoas que querem manter uma saúde íntegra e prevenir doenças.
 
            Dicas Gerais
 
Reduza o uso de sal dos produtos industrializados, em especial os que contém sódio em excesso – ex. temperos e molhos prontos, sopas de pacotinho, macarrão instantâneo, entre outros. Abuse das ervas e temperos, como salsinha, orégano, manjericão, cominho, hortelã, sálvia, entre outros;
Evite ficar longos períodos em jejum e consuma algo de 3 em 3 horas, aproximadamente. Esse fracionamento auxilia no controle do apetite, do peso e principalmente, na prevenção de quadros de hipoglicemia;
Hidrate-se! A boa hidratação facilita o funcionamento do intestino e dos rins, entre muitas outras vantagens;
Mexa-se! O nosso corpo é como uma máquina e deve ser estimulado não só com alimentos, mas também com exercícios. Caminhe, nade, dance…escolha uma atividade prazerosa e aos poucos sinta os benefícios de manter-se ativo. Pratique atividade física!
Mantenha-se dentro das metas! Monitore a glicemia e realize os exames com regularidade. Controlar os níveis de açúcar do sangue auxilia na prevenção de complicações e na longevidade!
Sobre a SBD     
Filiada à International Diabetes Federation (IDF), a Sociedade Brasileira de Diabetes é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1970, que trabalha para disseminar conhecimento técnico-científico sobre prevenção e tratamento adequado do diabetes, conscientizando a população a respeito da doença e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. Também colabora com o Estado na formulação e execução de políticas públicas voltadas à atenção correta dos pacientes, visando a redução significativa da doença no Brasil.
 

Por: www.icmbio.gov.br

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