O treinamento envolveu a apresentação e discussão sobre o processo técnico do exercício de travas borboletas para encaixes, usada na confecção de moveis com rachaduras e grandes trincas na madeira visando estancar o aumento e manter o lado rústico da peça inibindo o trabalho da madeira. Foi também feito ume exercício de encaixe com a técnica de rabo de andorinha,feito em ângulos, trabalho muito utilizado na junção de gavetas. Iniciou-se o desenvolvimento de protótipos no torno de peças que virão a ser produzidas pelos comunitários.

No segundo dia, continuou o processo de execução de uma mesa com tampo em Ipé, que foi cortada com motosserra, e que tinha uma grande rachadura. Esclarecimentos de duvidas do processo que envolvia a confecção o encaixe da borboleta no tampo, com a utilização das ferramentas manuais levadas pelo designer (serrote japonês, malhos de madeira, graminho de madeira, formões, raspilha, suta, pedra de afiar). Foi feita também uma apresentação teórica seguida de aula prática sobre como se afiar as ferramentas de uso manual.

O destaque principal foi o grande envolvimento e interesse demonstrado pelos participantes e os convidados em aprender e produzir os novos produtos. As técnicas dos workshops anteriores surtem efeito dentro do processo de entendimento de novos desenhos, facilitando a compreensão e agilizando a produção. Entre os comunitários convidados, a presença maior foi de mulheres que ficaram mais concentradas na finalização de lixas e acabamento das peças. O objetivo sendo criar uma área de acabamento e controle de qualidade.

Valéria dos Santos Costa, comunitária convidada que já participou de vários treinamentos, afirma “Estou achando [este projeto] bastante interessante, porque a gente está aprendendo o que não sabe e também repassando umas coisas que a gente já aprendeu”.

Ricardo Graham afirma que da possibilidade de ir até a floresta, conhecer a movelaria, ver as madeiras e ouvir quem conhece das madeiras, podem sair muitas ideias.