Acre, um estado pronto para receber investimentos

Com uma forte visão de futuro, no Acre se prioriza o desenvolvimento regional incentivando investimentos externos nos seus mais diversos setores com potencialidades econômicas, desde o setor primário (valorizando e utilizando os recursos naturais como a madeira, castanha, açaí, essências e óleos florestais).

Ou seja, uma janela de muitas oportunidades aos que desejam produzir na agricultura, pecuária, comércio e, principalmente, no setor industrial.

De maneira árdua, o governo do Estado segue trabalhando firme para alcançar as metas estabelecidas, e o encerramento de 2021 comprova avanços históricos nas áreas da Educação, Saúde, Segurança e Infraestrutura.

Isso tudo em meio à maior pandemia da era moderna.

Mesmo com a mudança do cenário, o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus ainda é o maior desafio a ser superado na Saúde. Com hospitais de estrutura permanente e profissionais capacitados, o Acre não baixou a guarda na guerra contra a maior crise sanitária já enfrentada pela humanidade.

Com audaciosos investimentos por parte do governo e tolerância zero contra a criminalidade, o Acre obteve a maior redução nacional no registro de mortes violentas nos nove primeiros meses de 2021, segundo dados do Monitor da Violência, do portal G1. Enquanto a média de queda no Brasil foi de 4,7%, o estado alcançou taxa de 29,7%.

O Observatório de Análises Criminais do Núcleo de Apoio Técnico (NAT), do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), registrou, no período de janeiro a outubro de 2021, uma queda expressiva nos índices de Mortes Violentas Intencionais (MVI) e diminuição nos índices de roubo, em Rio Branco.

Grandes obras em andamento

Em todas as regiões do estado, o governo executa importantes obras para melhorar a infraestrutura. Nas cidades de Brasileia e Epitaciolândia, o novo contorno viário da BR-317 toma forma. Com investimento de R$ 60,4 milhões, o anel viário possui 10,3 quilômetros de extensão e contempla uma nova ponte sobre o Rio Acre de 251,5 metros de comprimento.

Em Cruzeiro do Sul, a duplicação da rodovia estadual AC-405 também avança. O consórcio de empresas responsável pela obra, orçada em R$ 36,5 milhões, já iniciou o asfaltamento do trecho de 11 quilômetros, que compreende entre o aeroporto e a entrada da segunda maior cidade do estado.

Agora em  2022 serão efetuadas as assinaturas das ordens de serviço do viaduto no cruzamento das avenidas Ceará e Getúlio Vargas, e da Orla do bairro Quinze, na capital Rio Branco, além de um pacote de 49 obras públicas deve ser licitado  ainda no primeiro semestre. São investimentos que vão de Assis Brasil a Mâncio Lima, e movimentarão cerca de R$ 300 milhões.

O programa Ramais do Acre é uma iniciativa do governo do Estado em parceria com as prefeituras para o melhoramento e recuperação de estradas vicinais, trabalho que possibilitou, somente no Vale do Juruá, a abertura e melhoria de 600 km de estradas vicinais da região.

Esse investimento visa criar condições necessárias para o fortalecimento do agronegócio, escoamento da produção agrícola e garantir o acesso das comunidades aos meios urbanos e a benefícios como educação e saúde.

Zona Livre de Aftosa

Vale ressaltar que o Acre é, desde junho de 2021, área com reconhecimento internacional de novas zonas livres de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento foi conferido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Isso significa que o rebanho acreano não precisa mais ser vacinado contra a doença desde setembro de 2020, quando entrou em vigor a instrução normativa editada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que reconhece essas áreas como livres de febre aftosa sem vacinação.

 

Para que a área seja livre de aftosa é necessário que haja um sistema de vigilância robusto. O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (IDAF), estruturou o banco de dados com informações sobre o rebanho bovino, dentro dos critérios propostos pelo Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (PNEFA), do Mapa e requisitos internacionais.

Integra ainda o conjunto de unidades da federação autorizadas a exportar carne para a União Europeia para a fabricação de produtos industrializados (carne enlatada) de exportação.

Os criadores acreanos podem vender a carne bovina in natura para as 77 indústrias brasileiras habilitadas a exportar o produto enlatado aos países da União Europeia.

Vale destacar que, em função da qualidade das pastagens do Acre, o rebanho poderá dobrar de tamanho utilizando tecnologias de melhoramento genético e melhoria de pastagem com incremento de fertilizantes no solo.

O Acre conta hoje com um 4,1 milhões de cabeças de gados segundo dados oficiais coletados pelo IDAF. 90% do rebanho é da raça Nelore, o que faz do rebanho acreano um dos melhores do Brasil.

Mais Perto dos Mercados Asiáticos

Por estar próximo ao Pacífico, o maior oceano do planeta, tem-se fácil escoamento de produção industrial e agronegócio para o maior mercado do planeta: a China e demais países da Ásia. A Rodovia Transoceânica no lado brasileiro, assim como no lado peruano, permite ligação via terrestre nos 12 meses do ano.

Rio Branco fica a 240 km da fronteira com a Bolívia e 320 km da fronteira com o Peru. Por isso, o estado também é estratégico para muitos países asiáticos, uma vez que fica a apenas 1.500 km dos portos peruano de Matarani e Ilo. O porto chileno de Arica fica a 1.650 km.  São portos importantes para importar e exportar produtos mais rápidos do que os portos brasileiros que usariam a rota do Canal do Panamá ou do Porto de Paranaguá (muito mais longa).

Interligação Nacional

A Ponte do Abunã sobre o rio Madeira, que liga o Acre ao estado de Rondônia, deve fortalecer a economia e o comércio entre os estados. Com a conexão sob o Madeira, o Acre tornou-se um novo centro logístico e produtivo no país.

Vale destacar que a ponte representa uma redução importante no custo logístico das operações comerciais entre Rondônia e Acre, favorecendo também o comércio desses Estados com o mercado andino.

Trata-se de uma conquista dos acreanos que põe fim a dependência de balsas para realização da travessia e contribui para o início de um novo tempo de progresso e prosperidade econômica para o estado mais ocidental do país. O trecho que demorava até três horas para ser concluído agora é feito em pouco mais de um minuto.

Segurança Fundiária 

O Acre também conta com uma estrutura fundiária e, principalmente, com uma legislação estadual preparada para receber novos negócios. Localizado na Amazônia Legal e com áreas indígenas já demarcadas, terras em sua grande maioria regularizadas, o Acre vive hoje uma realidade de ausência de conflitos de propriedade com povos tradicionais.

A regularização é uma das prioridades da gestão, através da Campanha de Regularização Fundiária Rural, um Programa de Governança Agroambiental desenvolvido em todo o Acre, com de que mais de 16 mil famílias produtoras sejam beneficiadas até o final deste ano.

Porque investir no Acre

Em uma ação ousada e de total compromisso com o desenvolvimento socioeconômico do Estado, a gestão do governo do Acre implanta neste ano de 2022, o Programa Melhor Emprego. A iniciativa tem como principal objetivo criar mecanismos e buscar alternativas, em parceria com a iniciativa privada, que resultem em mais oportunidades para a população por meio da geração de emprego e renda.

Ao buscar investidores, se prioriza dar segurança jurídica e criar um ambiente extremamente favorável para instalação de novos empreendimentos no Estado.

Há um forte esforço da gestão estadual nesse processo, por entender que só é possível melhorar os indicadores econômicos e sociais com investimentos externos.

A prioridade é fazer com que as pessoas possam voltar a sonhar e acreditar em dias melhores. “O Acre é uma terra muito abençoada e precisamos nos unir para que possamos aproveitar essa riqueza que temos”, destaca o governador Gladson Cameli.

Infraestrutura e Agronegócio

O homem do campo também viu a presença do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (Deracre), com a abertura e melhoria de mais de 800 km de ramais nas setes cidades da regional. Feito bastante comemorado e que se tornou possível graças à frota de 12 novos veículos pesados, entregue pelo governador no início do verão. Sem o isolamento, o trabalhador rural plantou, colheu e vendeu seus produtos, garantindo mais sustento a seus familiares.

A duplicação da AC-405 vai trazer mais segurança e qualidade de vida para habitantes de Cruzeiro do Sul e cidades vizinhas.

Plano safra

O lançamento do plano ocorreu na cidade de Capixaba, interior do Acre – escolhido como sede do lançamento por se destacar na produção no estado acreano.

Na propriedade do Moacir Comunello, uma área de 230 hectares é destinada exclusivamente para lavoura de milho e soja. Nos últimos três anos o produtor tem se surpreendido com os resultados obtidos em cada colheita.

Para essa safra, ele espera bater 18 mil sacas de milho, o que presenta cerca de 900 toneladas do grão. “Estou bem animado. Jamais, entre os 30 a 40 anos que tenho na agricultura, nunca vi uma expectativa tão boa como estou sentindo esse ano”, contou.

O produtor está empolgado com o incentivo dado ao setor rural pelo governo do Estado e expõe sua opinião sobre futuro promissor do Acre baseado no agronegócio. “Uma das principais atividades responsáveis por deixar um estado forte é a agricultura. Isso acontece porque ela movimenta vários setores da economia e eu desconheço algum lugar no mundo que andou para trás quando a agricultura chegou”, frisou.

Em relação à soja, os resultados têm chamado atenção do produtor rural. Na última safra, a produtividade do grão chegou a 60 sacas por hectare, valor acima da média nacional, que é de 55 sacas por hectare. Assim que terminar a retirada do milho, toda a área será replantada com soja, produto agrícola brasileiro mais valorizado na atualidade por sua alta demanda global.

Produção de grãos: meta do governo é dar assistência a cinco mil pequenos agricultores

A agricultura familiar é a responsável pela maior parte da produção rural acreana. De acordo com o secretário de Produção e Agronegócio, Nenê Junqueira, o grande desafio é assegurar assistência técnica para que os pequenos produtores também sejam inseridos na cultura de grãos.

“A nossa meta é que aquele produtor, que possui, um, três ou cinco hectares, por exemplo, possa produzir milho e soja. Este ano, pretendemos alcançar cerca de mil produtores e neste 2022, queremos que mais cinco mil pequenos produtores sejam beneficiados”, explicou.

“Toda a vida a gente mexeu com agricultura, desde 1969 quando eu cheguei aqui. Mas a gente plantava só milho e com a ajuda de outros produtores, consegui as sementes de soja. Tudo indica que esses 50 hectares vão dar certo e ano que vem vamos plantar mais. Pra nós que somos pequenos, ainda que com o suporte da cooperativa, ter o apoio do governo é a coisa mais importante que tem. É uma importância muito grande quando se tem o pessoal do governo do nosso lado”, conta o produtor.

“O governo Gladson Cameli tem mostrado na prática o interesse que o Acre se desenvolva economicamente por meio da produção rural. E essa produção passa pelas mãos do pequeno, médio e grande produtor. O senhor João Paraná tem uma pequena propriedade, mas conta com nosso apoio nas máquinas, inclusive nos silos de armazenamento. E o produtor sentindo que tem a confiança, a legalidade e a oportunidade oferecida pelo governo tem empreendido mais e melhor”, conta o secretário.

Com apoio do governo, pequeno produtor vê um novo seringal surgir e amplia renda familiar 

Um produtor do Projeto de Assentamento Pedro Peixoto, localizado no município de Senador Guiomard, representa só uma das 293 famílias beneficiadas pelo Plano de Gestão da Cadeia da Borracha, ligado ao Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre (PDSA) e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que desde 2012 tem plantado 500 hectares de florestas de seringa para pequenos produtores em todo o estado.

Com o programa, Idílio foi beneficiado em 2014 com duas mil mudas de seringueira, em três variedades de clones. Agora, apenas seis anos depois já consegue realizar o corte de extração em 800 árvores e acredita que até o final do ano esse número passará para mil, além de ter um consórcio com graviola e cupuaçu, cujas polpas também geram renda ao proprietário.

Com a gestão do governador Gladson Cameli e o PDSA administrado pela Secretaria de Produção e Agronegócio, o Programa segue beneficiando o produtor com assistência pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), além de apoio para a comercialização.

E mesmo tendo começado a colheita do látex apenas este ano, Idílio já comercializa toda a produção. A venda para a Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre) segue garantida e vai parar na produção de Granulado Escuro Brasileiro (GEB). Ele recebe R$ 4,50 por quilo, além do subsídio para a borracha, já aprovado pelo governo do Estado e que entrará em breve na conta.

Quando Idílio de Carvalho chegou com a família ao Acre ainda criança e, juntos começaram a viver do trabalho no campo, se impressionou com a quantidade de seringais que existiam entre as propriedades vizinhas, até que, um por um, todos eles foram se acabando. “Não acreditavam mais na borracha. Derrubaram tudo, apostaram em gado. Foi um período triste”, conta o produtor. Por isso, agora com 55 anos, vendo sua propriedade de quatro hectares completamente tomada por seringueiras e extraindo látex pela primeira vez esse ano, após um longo trabalho com parceria do governo, Idílio celebra um novo momento de sua vida.

Edílio e outras famílias beneficiadas da região ainda fizeram um acordo para que dois produtores fossem os responsáveis pela colheita do látex, dividindo os ganhos com os proprietários e gerando renda para quem está de fora.

Governo fortalece etnoturismo com plano de desenvolvimento sustentável   

Para atrair recursos e fortalecer o etnoturismo do Acre, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Empreendedorismo e Turismo (Seet), apresentou recentemente a metodologia de trabalho para a execução do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Turismo Indígena para as instituições que farão parte do processo.

“Sabemos da importância do etnoturismo, da ancestralidade e da cultura dos nossos povos indígenas. O que queremos com esse plano é externar esse conhecimento e, com isso, trazer mais pessoas para vivenciar essa experiência incrível e enriquecedora. É o governo do Estado atuando junto com os povos indígenas”, afirma o titular da Seet, Jhon Douglas da Costa.

O objetivo do plano é estabelecer dados reais da demanda turística nas aldeias, o inventário da oferta turística, o diagnóstico e o prognóstico turístico, as diretrizes, os programas e projetos voltados para o fortalecimento do setor. A iniciativa atenderá 41 terras indígenas, em nove municípios do Acre