Agropalma amplia impacto socioambiental no Pará com programa SOMAR e reforça protagonismo amazônico rumo à COP30


Com indicadores sociais abaixo da média nacional e desafios históricos de renda, saúde e educação, a região exige respostas que integrem sustentabilidade e inclusão. Nesse contexto, a Agropalma, reconhecida internacionalmente pela produção sustentável de óleo de palma, vem se consolidando como um dos agentes privados mais relevantes na construção desse caminho por meio do programa SOMAR – sua principal plataforma de responsabilidade socioambiental.

Amazônia além da floresta: desafios humanos e sociais

O bioma amazônico ocupa 6% da superfície terrestre e abriga a maior biodiversidade do planeta. Ao mesmo tempo, é cenário de desigualdades profundas. Estados como Pará, Amazonas e Maranhão estão entre os que apresentam os piores índices de desenvolvimento humano do Brasil, segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano. Esse contraste entre abundância natural e fragilidade social revela o tamanho da tarefa: promover dignidade, segurança e oportunidades para milhões de pessoas enquanto se protege a floresta.

José Brás Pereira, inspetor florestal, protege as reservas da Agropalma contra caçadores e madeireiros há 32 anos
José Brás Pereira, inspetor florestal, protege as reservas da Agropalma contra caçadores e madeireiros há 32 anos

A ciência alerta para os riscos do chamado “ponto de não retorno”, quando a perda de vegetação comprometeria a capacidade de a Amazônia se regenerar. Mas também aponta que políticas públicas e investimentos privados consistentes podem transformar o bioma em vitrine de uma transição justa, onde conservação e crescimento caminham juntos. É nessa interseção que a Agropalma aposta desde sua fundação, há mais de 40 anos, e que ganhou nova forma com a estruturação do SOMAR em 2023.

O programa SOMAR: responsabilidade socioambiental estruturada 

O SOMAR é fruto da evolução de iniciativas socioambientais iniciadas em 2003 e, desde 2023, atua com metodologia definida e apoio da Earthworm Foundation. O programa promove diálogo direto entre empresa, comunidades e parceiros, transformando demandas locais em projetos que geram resultados concretos. Mais do que reduzir vulnerabilidades, busca engajar moradores como protagonistas de seu próprio desenvolvimento, unindo preservação da floresta a geração de renda e acesso a oportunidades.

Mulheres da Vila São Vicente, em Moju (PA), beneficiadas pelo SOMAR

Em apenas dois anos, o programa já impactou positivamente a vida de mais de mais de 10 mil pessoas em 34 comunidades nos municípios de Tailândia, Moju, Acará e Tomé-Açú, incluindo assentamentos, núcleos rurais, e urbanos e populações tradicionais e associações de produtores. Assim, a iniciativa avança em frentes diversas: trabalho e renda, empoderamento, infraestrutura, educação e cultura.

Resultados transformadores e expressivos que sobressaem  

Fortalecimento econômico: mais de 400 contratações diretas realizadas dentro das comunidades. O Programa de Agricultura Familiar e Integrada, existente desde 2002, já assegura renda média superior ao dobro do PIB per capita brasileiro aos produtores locais, garantindo perspectivas às novas gerações rurais.

Capacitação e empoderamento: 46 moradores participaram de cursos de gestão financeira, 40 receberam formação em processamento de frutas e 51 mulheres foram capacitadas em projetos de empoderamento feminino, reforçando o protagonismo da mulher rural em áreas de acesso limitado a qualificação.

Infraestrutura básica: melhorias em estradas e pontes beneficiaram cerca de 1.000 pessoas; a doação de caixas d’água levou segurança hídrica a mais de 1.300 moradores.

Educação ambiental e cultura: palestras sobre preservação alcançaram 1.400 pessoas; projetos como Jornada Jovem Consciente (87 participantes), Participa Jovem (119 jovens), Cine Agropalma e (Re)ciclo de Cinema reuniram mais de 2.600 crianças e jovens, muitos deles tendo sua primeira experiência no cinema.

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Saúde e bem-estar: campanhas de prevenção ao câncer de mama, como o Outubro Rosa, beneficiaram mais de 100 mulheres.

Além dessas frentes, o SOMAR promoveu doações de brinquedos em escolas da região, ações de voluntariado corporativo, plantio de mudas nativas e fornecimento de materiais didáticos. A proposta é somar esforços com o poder público e ampliar a resiliência das comunidades.

Vozes da transformação 

Para Monica Neves, gerente de Responsabilidade Socioambiental da Agropalma, o impacto real vai além dos relatórios: “O maior ganho está em ver uma família prosperando na agricultura, um jovem descobrindo sua vocação ou uma mulher tornando-se liderança em sua comunidade. Cada vida transformada é prova de que estamos no caminho certo.”

O programa já impactou positivamente a vida de mais de mais de 10 mil pessoas em 34 comunidades nos municípios de Tailândia, Moju, Acará e Tomé-Açú, incluindo assentamentos, núcleos rurais, e urbanos e populações tradicionais e associações de produtores

Na mesma linha, Wander Antunes, coordenador do programa, destaca a conexão com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. “O SOMAR reafirma nosso compromisso com a sustentabilidade e com os direitos humanos, alinhando inovação e responsabilidade social para construir um futuro em que sociedade e meio ambiente prosperem juntos”.

Legado para a Amazônia e para o mundo 

A atuação da Agropalma no Pará simboliza como a iniciativa privada pode ir além do discurso, assumindo papel ativo na transformação de territórios vulneráveis. Ao conectar conservação ambiental e desenvolvimento humano, o SOMAR coloca comunidades amazônicas como protagonistas de soluções que dialogam com a agenda global da COP30 e com os compromissos internacionais de clima e direitos humanos.

Mais que um programa corporativo, o SOMAR se apresenta como uma plataforma de inclusão e esperança. Um lembrete de que a preservação da Amazônia passa não apenas pela floresta em pé, mas também pelo fortalecimento das pessoas que nela vivem. Afinal, sem justiça social não há sustentabilidade possível.

 

 


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