Anvisa libera primeiro autoteste para Covid-19 no Brasil

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro autoteste para Covid-19 nesta quinta-feira (17) para uso no Brasil. O exame é o Novel Coronavírus (Covid-19) Autoteste Antígeno, produzido pela CPMH Comércio e Indústria de Produtos Médico-Hospitalares e Odontológicos Ltda.

Para concessão do registro, foram analisados diversos requisitos técnicos, como usabilidade e gerenciamento de risco. O autoteste aprovado pela Anvisa é de fácil utilização e foi aprovado para uso com uma amostra de swab nasal não profunda. O resultado do teste sai em apenas 15 minutos.

Critérios usados pela Anvisa

Segundo a Anvisa, essas análises levam em consideração a adequação do autoteste para uso por pessoas leigas, a fim de garantir maior segurança. O teste também passou por avaliação do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde.

O registro do Novel Coronavírus (Covid-19) Autoteste Antígeno foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (17). A avaliação do pedido de registro levou 16 dias, uma vez que a avaliação de autotestes ocorre em regime de prioridade na Anvisa.

Os autotestes permitem que as pessoas realizem todas as etapas da testagem sem a necessidade de auxílio profissional e sem sair de casa. Além de facilitar e agilizar o diagnóstico de novos casos, os autotestes também devem baratear bastante o processo de testagem.

Autotestes não substituem visita ao médico

Homem fazendo um exame PCR
Mesmo com resultado positivo, é recomendado visitar um médico. Crédito: Prostock-studio/Shutterstock

De acordo com a Anvisa, os autotestes devem ser usados entre o primeiro e o sétimo dia dos sintomas da Covid-19, que são descritos como febre, tosse, dor de garganta, coriza, dores de cabeça e no corpo. A testagem também é recomendada em casos de contato com pessoas positivadas.

Vale lembrar que somente os autotestes aprovados pela Anvisa podem ser comercializados e utilizados no Brasil. Além disso, a venda só é permitida em farmácias e estabelecimentos de produtos médicos regularizados junto à vigilância sanitária.

Em nota, a Anvisa declarou que: “o autoteste não define um diagnóstico, o qual deve ser realizado por um profissional de saúde. Seu caráter é orientativo, ou seja, não se trata de um atestado médico”. Em caso de resultado negativo, também segue a orientação de uso de máscaras e higiene das mãos.

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