Revista Amazonia

As demandas da sociedade 5.0 sob o prisma das boas práticas ESG Por Marilena Lino de A. Lavorato

Se o que a vida quer da gente é coragem (Guimarães Rosa em Grande Sertão Veredas), o que a sociedade 5.0 quer das organizações são práticas inovadoras e sustentáveis, o que é perfeitamente factível dado ao conhecimento acumulado e aos recursos tecnológicos disponíveis. Fato que obriga as organizações a se preparem para atender tais demandas com o importante destaque de que sempre serão as práticas (e não a retórica) que validam indicadores e conferem confiança. Não basta conhecer o resultado, é necessário conhecer como se chegou ao resultado para assegurar se de fato a organização conduz seu negócio com excelência, inovação e sustentabilidade.
Mas primeiro vamos entender as propostas da sociedade 5.0, expressão usada pela primeira vez em 2016 pelo Governo do Japão no seu 5º Plano Básico de Ciência e Tecnologia de incentivo a inovação. A sociedade 5.0 propõe um modelo de sociedade em que as novas tecnologias são usadas para criar soluções com foco nas necessidades humanas. A Sociedade 5.0 coloca o ser humano no centro da inovação e da transformação tecnológica, defendendo avanços em qualidade de vida, inclusão e sustentabilidade.
No campo da gestão, o uso da inteligência artificial e dos algoritmos nas modelagens de análise e projeções de cenários, na minimização de riscos e na potencialização de recursos, entre outros, fazem parte do conceito central da sociedade 5.0 para melhorar as condições de vida das pessoas e potencializar a capacidade operante das organizações sem causar impactos negativos aos seus stakeholders.
O stakeholder da sociedade 5.0 tem um perfil conectado com a inovação, porém não descolado das pautas globais. Entendem excelência pelo prisma da sustentabilidade, e estão atentos ao modus operandi da organização no que diz respeito a suas boas práticas ambientais, sociais e de governança – ESG.
Mas como identificar e comparar as melhores práticas ESG do mercado, como saber se a organização tem boas práticas, e se elas estão entre as melhores e mais desenvolvidas no campo da gestão. Qual o nível de excelência e inovação de suas práticas quando comparada com outras da mesma temática ou ramo de atividade. São questões que interessam aos gestores dos projetos, aos analistas de cenários, desenvolvedores de estratégias, executivos de decisão, e toda a sociedade, ou seja, aos stakeholders da sociedade 5.0.
A célebre frase de William Edwards Deming considerado o pai da qualidade “O que não pode ser medido, não pode ser gerenciado” é perfeitamente oportuno para os stakeholders da sociedade 5.0, o público para o qual a Plataforma BISA – Benchmarking Inteligência Sustentável foi criada.
BISA surge para auxiliar gestores e empresas em seus processos de transformação e crescimento alinhados aos critérios ESG
BISA é uma plataforma de gestão que acelera o desenvolvimento técnico das organizações encurtando a curva do aprendizado corporativo com metodologia que integra tecnologias de medição, análise e disponibilização de dados. Define score e faz a comparabilidade entre cases Benchmarking com score superior.
BISA foi criada a partir da inclusão de inteligência e algoritmos no acervo construído em 20 anos pelo Programa Benchmarking que desenvolveu e aplicou a metodologia de avaliação e definição de score para mais de 1000 cases de boas práticas em 10 diferentes temáticas. Destes, 400 atingiram score superior e integram hoje o Banco de Cases Benchmarking.
A metodologia do Programa Benchmarking Brasil – BISA, compreende regras e fundamentos para sua transparência e credibilidade, e foi sendo aprimorada a cada nova edição por especialistas e integrantes da Comissão Técnica avaliadora. O colegiado de especialistas que pontuam os cases nas modalidades que contemplam avaliações humanas, fazem isso sem ter acesso ao nome da organização. A metodologia tem o reconhecimento da ABNT Certificadora (2014) que declarou ser a mesma dotada de critérios que conferem precisão e confiabilidade no processo de seleção dos cases Benchmarking. O Programa foi o grande vencedor da categoria Humanidade do Prêmio Von Martius de Sustentabilidade da Câmara Brasil Alemanha em 2013.
A Plataforma BISA disponibiliza 5 níveis de avaliação de cases de boas práticas: Iniciante, Básico, Intermediário, Avançado e Avançado Plus. A abrangência e profundidade dos pontos e marcos analisados vão aumentando, assim como os serviços inerentes a cada um dos níveis disponíveis. É possível optar por avaliações digitais ou hibridas (digital e humano), e, após conhecer o Score do case é possível fazer a comparabilidade com os outros 400 cases do Banco de Cases Benchmarking usando para isso filtros como por exemplo: temática gerencial, ramo de atividade, porte, região geográfica, ano da certificação, etc. Os cases que atingem score superior dos níveis compatíveis com esse serviço, passam a integrar o Banco de Cases servindo de referência na comparabilidade entre score (Ranking).
Após submeter um case para avaliação, o gestor terá acesso a um relatório com score final e aproveitamento percentual por quesitos. Receberá também certificado e selo Benchmarking ou declaração a depender da sua pontuação e modalidade. Poderá comparar seu case com os cases de score superior do Banco Benchmarking, usando para isso diversos filtros. E todo esse processo é realizado online, da compra até o resultado final.
Os gestores que quiserem melhorar o score de seus cases podem contratar mentorias que serão executadas pelos integrantes do colegiado de especialistas da plataforma, que soma mais de 30 especialistas atuantes em vários segmentos da sustentabilidade. A Plataforma dispõe ainda de consultorias, curadorias, atualização, customizações, além do compartilhamento com stakeholders para cases com score superior, proporcionando a organização além da transparência, o protagonismo no combate ao greenwashing.
O compartilhamento das boas práticas Benchmarking com stakeholders é uma exclusividade para organizações com cases certificados com score superior. O programa Benchmarking Brasil (BISA) desenvolveu ao longo dos anos, atividades de compartilhamento em Publicações (Livros e Revistas), Séries (Vídeos) e Eventos (Fóruns e Bench Day).
BISA também pode ser customizado para situações e atividades específicas moldando seu framework sem comprometer a sua eficácia na entrega dos dados e serviços, e podem ser aplicados para score, ranking e comparabilidade de cases de uma região, de um ramo de atividade, de uma temática gerencial, de um segmento representativo, de um grupo empresarial, de um município, etc. Pode também ser agregado em projetos e diagnósticos. As entidades representativas de empresas, governos, municípios que fizerem adesão a Plataforma BISA recebem vouchers gratuitos e descontos em produtos e serviços para seus associados.
E para encerrar me dirijo aos gestores e empreendedores que diariamente se dedicam para melhorar a performance de seus projetos e negócios com a recomendação de Peter Drucker considerado o pai da administração, e que na minha opinião é perfeito para definir a Plataforma BISA no seu suporte a esses profissionais: “Tudo o que pode ser medido, pode ser melhorado”.
Sobre BISA
Benchmarking Inteligência Sustentável – BISA é resultado do aprimoramento do Programa Benchmarking Brasil que ganhou inteligência para otimizar os recursos técnicos gerenciais de avaliação, certificação e comparabilidade das melhores práticas corporativas. Com o incremento das novas tecnologias somado a um colegiado de especialistas de vários países, BISA ganha robustez na gestão das boas práticas e passa a fornecer um conjunto de serviços e dados para que as organizações possam conduzir seus negócios em alinhamento com as exigências ESG (Environmental, Social, and Governance) e a agenda SDG (Sustainable Development Goals).

O Programa Benchmarking até o momento contou com mais de 200 especialistas de 25 diferentes países em sua banca avaliadora, além de apoios relevantes de instituições do Brasil e Portugal.
Nascemos no início do século alinhados aos Objetivos do Milênio – ODM¹, chegamos em 2021 conectados com a visão da Sociedade 5.0², e seguimos ligados nas agendas sustentáveis das boas práticas ESG³. Esta é a história do Benchmarking Brasil que se torna BISA – Benchmarking Inteligência Sustentável. Benchmarking Brasil é uma realização MAIS (IMAIS/MAIS Projetos). Saiba mais em: www.bisacertifica.com.br ou www.benchmarkingbrasil.com.br
Notas:
1: Os Oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) adotados pelos Estados-membros da ONU em 2000, foram o primeiro arcabouço global de políticas para o desenvolvimento para orientar a ação dos governos locais e nacionais por 15 anos. Em 2015, foram sucedidos pelos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) para serem atingidos nos próximos 15 anos conforme prevê a Agenda 2030 da ONU.

2: Sociedade 5.0 é um conceito que nasceu no Japão em 2016 no 5º Plano Básico de Ciência e Tecnologia do governo de incentivo a inovação. É uma proposta de modelo de sociedade em que as novas tecnologias são usadas para criar soluções com foco nas necessidades humanas.
3: ESG é uma sigla em inglês que significa environmental, social and governance, e refere-se as práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização. O termo surgiu pela primeira vez em 2004, num relatório chamado “Who Cares Wins” (Ganha quem se importa), resultante de iniciativa liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU) dirigida as instituições financeiras sobre como integrar fatores sociais, ambientais e de governança no mercado de capitais
Marilena Lino de A. Lavorato é Diretora da Mais Consultoria Empresarial, Idealizadora do Programa Benchmarking Brasil e Plataforma BISA, Membro do Conselho Consultivo ABRAPS, palestrante, autora e co-autora de artigos em livros, organizadora e produtora de conteúdos em revistas, mídias sociais, e portais especializados em boas práticas de sustentabilidade.

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