Revista Amazonia

Cientistas encontram microplásticos em recém-nascidos

Um estudo na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia descobriu fragmentos de microplásticos dentro da placenta humana e até mesmo em crianças recém-nascidas. Segundo os pesquisadores, é praticamente impossível impedir a ingestão deste material antes mesmo do nascimento.

Isso pode representar um risco enorme para as crianças, maior, inclusive, do que o perigo a que os adultos estão expostos. “É bem possível que as crianças estejam mais expostas aos microplásticos do que os adultos”, disse o neurocientista e autor principal do estudo, Kam Sripada.

Não são só microplásticos

Pesquisadores pedem para que os pais de atentem ao contato que as crianças tem com alimentos. Crédito: Shutterstock

Porém, isso não é exclusividade dos microplásticos. Segundo Sripada, as crianças sofrem com maior exposição a muitos outros produtos químicos que também são tóxicos. “Ninguém sabe exatamente quanto microplástico uma criança ingere”, acrescentou o cientista.

O estudo ressalta a prevalência desses fragmentos no mundo e seus possíveis danos ao meio ambiente e à saúde humana. Porém, ainda faltam pesquisas que mostrem os efeitos dos microplásticos quando se trata da saúde de crianças, já que seu sistema imunológico ainda não está completamente desenvolvido.

Mas o que fazer?

Agora, Sripada e sua equipe pretendem usar suas descobertas para orientar médicos, cientistas e pais sobre qual a melhor forma de limitar a exposição dos pequenos a esses fragmentos de plástico. Contudo, diminuir essa exposição a zero é algo que está fora da realidade.

Porém, isso não quer dizer que não haja nada a ser feito para diminuir o tamanho do problema. Segundo a equipe, os pais podem limitar a quantidade de alimentos que os filhos ingerem que entram em contato com plástico em algum momento de sua cadeia produtiva. Porém, esse problema pode ser tornar um pouco menor com o uso de água e sabão.

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