Data marca Abolição da Escravidão, as Nações Unidas também destacam vulnerabilidade das mulheres e crianças, especialmente no contexto da pandemia de Covid-19; estima-se que mais de 40 milhões de pessoas sejam vítima de escravidão; três em cada quatro são mulheres e meninas.

No Dia Internacional para a Abolição da Escravidão, marcado em 2 de dezembro, as Nações Unidas chamam a atenção para as novas formas de escravidão e o risco para mulheres e crianças.

De acordo com o Escritório de Direitos Humanos da ONU, a pandemia de Covid-19 elevou o número de pessoas nessa situação, deixando-as ainda mais vulneráveis.Memorial sobre a escravidão em Stone Town em Zanzibar, Tanzânia. Foto: Israa Hamad

Memorial sobre a escravidão em Stone Town em Zanzibar, Tanzânia.

Crianças

Segundo dados do Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, e da Organização Internacional do Trabalho, OIT, quase 80 milhões de crianças entre 5 e 17 anos foram submetidas a trabalhos perigosos, considerados uma forma contemporânea de escravidão.

Para as agências, o alto número é resultado da recessão econômica e do fechamento de escolas, durante a pandemia. Outro alerta é para o aumento no recrutamento forçado de crianças por grupos armados e criminosos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, reafirmou que submeter pessoas a trabalhos escravos é crime e viola os direitos humanos.

Para ele, por causa da pandemia, é preciso ficar mais vigilante para o problema, que muitas vezes  “se esconde à vista de todos”.

Gênero

Segundo Guterres, atualmente existem mais de 40 milhões de vítimas da escravidão. Uma em cada quatro é criança e três em cada quatro são mulheres e meninas.

De acordo com o Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas, uma em cada 130 mulheres e meninas é submetida a casamento infantil e forçado, servidão doméstica, trabalho forçado e servidão por dívidas.

E embora as desigualdades de gênero sejam centrais nas formas contemporâneas de escravidão, as práticas são alimentadas por vários tipos de discriminação.

António Guterres também lembrou que, há duas décadas, a Declaração e o Programa de Ação de Durban reconheceram a conexão entre racismo, discriminação e tráfico de pessoas.

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