FERTILIZANTES: Metas do plano nacional são um grande desafio para o setor

O Governo Federal lançou, em março de 2022, o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), que tem como objetivo principal reduzir a dependência das importações dos insumos que são essenciais para o desenvolvimento da agricultura brasileira.

Atualmente, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), o Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes utilizados no país, em um mercado dominado por poucos fornecedores. O Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) tem como meta planejar o setor até 2050 e desenvolver o agronegócio nacional, com foco nos principais elos da cadeia: indústria tradicional, produtores rurais, cadeias emergentes, novas tecnologias, uso de insumos minerais, inovação e sustentabilidade ambiental.

O PNF começou a ser elaborado em 2021 e foi formalizado por Decreto em 11 de março. O documento cria ainda o Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas, órgão consultivo e deliberativo que coordena e acompanha a implementação do Plano Nacional de Fertilizantes.

Segundo a Anda, o Brasil é o 4º maior consumidor mundial de fertilizantes, dos quais o potássio é o principal nutriente utilizado pelos produtores brasileiros (38%), seguido pelo fósforo, com 33% do consumo total de fertilizantes, e o nitrogênio, com 29%. Dentre as culturas que mais demandam o uso de fertilizantes (NPK) estão a soja, o milho e a cana-de-açúcar, somando mais de 73% do consumo nacional.

A implantação das ações do PNF poderá minimizar a dependência externa desses nutrientes importados principalmente da Rússia, China, Canadá, Marrocos e Belarus. Estados Unidos, Catar, Israel, Egito e Alemanha completam a lista dos dez maiores exportadores de fertilizantes para o Brasil em 2021, de acordo com dados do Ministério da Economia.

Leia o artigo completo na edição 419 de Brasil Mineral

 

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