Cerca de 1,5 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso a serviços de coleta de lixo, e a maneira como descartam seus resíduos plásticos se tornou um grave problema ambiental.
A maioria dessas famílias recorre à queima de seus resíduos plásticos ou ao descarte no meio ambiente, de acordo com uma nova análise que defende que apenas serviços abrangentes de coleta podem reduzir significativamente a poluição plástica global.
Costas Velis, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, e sua equipe utilizaram dados de resíduos fornecidos por governos locais, além de informações censitárias, para modelar o fluxo de resíduos plásticos em regiões urbanas ao redor do mundo. Um algoritmo de inteligência artificial foi treinado com esses dados para prever como o lixo é gerado e tratado em mais de 50.000 áreas urbanas globalmente.
Essa abordagem “de baixo para cima” oferece uma visão “sem precedentes” sobre o tratamento dos resíduos plásticos e as razões pelas quais eles se tornam poluentes em diferentes países, segundo Velis. “Isso nunca foi feito antes”, afirma ele.
A equipe de Velis estima que 52,1 milhões de toneladas de resíduos plásticos, ou seja, um quinto do total global, se transformam em poluição a cada ano, principalmente em países mais pobres, onde os serviços de coleta de lixo são precários ou inexistentes. Em vez de serem descartados de maneira adequada, grande parte desses resíduos plásticos é incinerada em residências, nas ruas ou em pequenos aterros, sem qualquer controle ambiental.
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