O parque eólico em questão, nomeado Hornsea 2, está na costa leste do Reino Unido e classificado como offshore. Esse termo corresponde a empresas e/ou organizações que possui suas instalações abertas em locais “fora da costa”. Ou seja, em locais estrangeiros e diferentes do país de origem dos proprietários.

Cabe ressaltar que o mesmo ainda não foi plenamente terminado, uma vez que faltam turbinas na sua instalação. Contudo, quanto completo, conterá 165 turbinas da Siemens Gamesa. E, segundo especialistas, o parque eólico poderá fornecer quase 50% da eletricidade britânica.

Foto do parque eólico offshore britânico. Imagem: Ørsted via IFL Science

Além disso, a capacidade total será de 1.320 MW, um total de 100MW a mais que o Hornsea 1. E, felizmente, pouco antes do Natal, chegou a informação que o maior parque eólico do mundo produziu energia, graças às turbinas já instaladas na subestação.

Conforme o diretor, Patrick Harnett, o Hornsea 2 será capaz de abastecer 2,3 milhões de residências e, ainda, estão em andamento outros projetos. Para atender o fornecimento de energia elétrica, cabos de 800km de extensão serão instalados para conexão com a rede elétrica nacional.

A construção de outros parques eólicos:

Em contrapartida, não há uma garantia que esse parque eólico é o maior no mundo, já que os empreendimentos offshore crescem exponencialmente. A marca de maior pode ser facilmente ultrapassada por outros países ou empresas.

Por exemplo, o Jiangsu Qidong, parque eólico da China, produz 800MW (muito menos que o Hornsea 2), no entanto, seu tamanho em extensão é bem maior. Também, há uma discrepância na aquisição das turbinas. Enquanto os europeus e norte-americanos compram as mesmas turbinas, o chineses optam por selecionar sete modelos de quatro fabricantes diferentes, barateando o preço.

Outros dois países, como Dinamarca e Coréia do Sul, também anunciaram o desenvolvimento de parques eólicos gigantescos. Além do projeto para o parque eólico da Islândia, ainda em desenvolvimento.

Imagem: evwind/Pixabay

Por enquanto, não será possível ultrapassar o projeto Hornsea, já que o mesmo contará com mais usinas e produção de energia. Mas essa informação pode mudar logo que os demais parques iniciem os trabalhos.

Infelizmente, a energia eólica offshore corresponde apenas a 10% da produção mundial e permanece como o mais caro. Espera-se que os preços caiam ao longo do desenvolvimento dessa área.