Revista Amazonia

Neste ano, Mekukradjá – Círculo de Saberes traz o olhar indígena sobre a Semana de Arte Moderna de 1922

Com curadoria dos educadores Daniel Munduruku e Naine Terena e da antropóloga e cineasta Júnia Torres, 21 indígenas, entre lideranças, escritores, cineastas, artistas visuais, acadêmicos, participam de círculos de conversas sobre as artes dos povos originários e sua invisibilização na história do país. A base dos debates é a Semana de 22 e os processos que foram realizados em períodos anteriores. Tratam, também, de saberes ancestrais, novas linguagens tecnológicas, arte e oralidade. Djuena Tikuna faz show on-line e a Itaú Cultural Play estreia mostra  de filmes, de cineastas indígenas

Entre os participantes estão o cineasta e pajé Carlos Papá, Edson Krenak, vencedor do Prêmio Nacional Tamoios para Escritores Indígenas do Brasil, os artistas visuais Gustavo Caboco, Arissana Pataxó e Miguela Guarani, o antropólogo e poeta indígena Idjahure Kadiwel, a lider feminina do Território Indígena do Xingu Watatakalu Yawalapiti e Tukumã Pataxó, comunicador do Mídia Índia, considerado um dos maiores veículos de comunicação indígena do Brasil. O artista Denilson Baniwa, que inspirou o tema do evento com a defesa do conceito de reantropofagia, participa da edição em um depoimento gravado.

Os debates são realizados sempre às 10h30 e às 16h30. Revisitam pensamentos acerca do Brasil, sua produção artística, os trânsitos ocorridos nesses tempos, a partir do marco histórico da arte brasileira que foi a Semana de 22, e nos processos que foram realizados em períodos anteriores. Essa reflexão é feita com base nas múltiplas perspectivas indígenas. Para isso, faz um giro no país de norte a sul e entrelaça fazeres e viveres do país indígena.

A cantora indígena Djuena Tikuna encerra a programação, no dia 18, em show on-line que apresenta suas principais músicas, entre elas Yiemagü rü nainecüti’igü e Maraka’nandê.

Acompanhando a programação do evento, no mesmo dia entra em cartaz na Itaú Cultural Play a mostra de filmes Gentes Ancestrais, que traz reflexões sobre a história do Brasil a partir de diferentes perspectivas indígenas. Com curadoria de Naine Terena e Júnia Torres, a seleção conta com oito curtas-metragens, dentre eles Kaapora – o chamado das matas (2020), de Olinda Muniz Wanderley, O verbo se fez carne (2019), de Ziel Karapotó, e Provocações (2017), de Jaider Esbell.

A PROGRAMAÇÂO COMPLETA E O PERFIL DOS CONVIDADOS ESTÃO NO ARQUIVO ATACHADO

SERVIÇO

7ª Edição do Mekukradjá –Círculo de Saberes: A gente somos – Reantropofagizando o Brasil

16 a 18 de fevereiro (quarta-feira a sexta-feira)

Abertura às 10h

Debates às 10h30 e às 16h30

No site www.itaucultural.org.br

No Youtube www.youtube.com/itaucultural

Mostra Gentes Ancestrais na Itaú Cultural Play

A partir de 18 de fevereiro (sexta-feira)

Em www.itauculturalplay.com.br  e nos apps Android e IOS

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