ODS de energia na Agenda 2030 ainda pode ser alcançada, aponta Undesa

O mundo precisa triplicar o investimento em energia nos próximos oito anos para que a Agenda 2030 da ONU, mais especificamente a ODS 7, que trata da universalização da energia elétrica, possa ser alcançada. Apesar desse desafio, o líder de Energias Renováveis do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (Undesa), Minoru Takada, acredita que esse objetivo deve ser alcançado.

Para esse otimismo ele cita que há avanços importantes em todo o mundo que vêm reduzindo o número de pessoas que ainda não tem acesso ao recurso. Segundo estimativas da ONU, atualmente são 700 milhões de pessoas que vivem nessas condições.

“O prazo realmente é curto para o objetivo, mas eu acredito pessoalmente que podemos alcançar sim”, afirmou ele em coletiva após a abertura do primeiro Simpósio Global sobre Soluções Sustentáveis para Água e Energia, realizado pela Itaipu Binacional e Undesa. “O desafio é triplicar os investimentos em energia até 2030, está acontecendo agora e rápido em diversas regiões, o ritmo atual não é suficiente, mas pode ser alcançado”, acrescentou.

O executivo ressaltou que para esse objetivo da Agenda 2030 é necessário que os países tenham comprometimento com essa meta e o caminho, apontou, é o investimento em fontes renováveis de forma geral, seja a eólica, solar, geotérmica, biomassa ou hidráulica. Segundo ele, investir em meio ambiente também é uma forma de auxiliar na questão das mudanças climáticas, que é o principal e mais importante item que deve ser atacado, pois afeta todas as pessoas em todos os países do mundo. Inclusive, lembrou que esse fator tem impactado pessoas com o aumento do nível dos oceanos, por exemplo.

Por isso deve-se buscar o Net Zero para 2050 como forma de estabilizar o aumento médio da temperatura do planeta em até 1,5 graus Celsius. Por isso, diz que até mesmo em países como na Ásia onde o uso de carvão para a geração de energia vem batendo seguidos recordes e elevando preços, devem considerar o abandono dessa fonte no longo prazo.

“Deixar o carvão não acontece do dia para a noite, mas é necessário que se inicie essa desmobilização ao passo que tenhamos o investimento em fontes renováveis. Triplicar o investimento nas fontes limpas é apenas o primeiro passo para alcançar o Net Zero, precisamos ser mais agressivos para chegar a esse objetivo”, finalizou.