OMS classifica variante B.1.1.529,  descoberta na África do Sul, como preocupante; Organização Mundial da Saúde recomenda cautela aos países antes de emitirem proibição de entradas em suas fronteiras de passageiros da África do Sul e nações vizinhas. 

Especialistas da Organização Mundial da Saúde, OMS, batizaram de Omicron a nova variante da Covid-19 identificada na África do Sul como B.1.1.529.  

A decisão foi tomada após uma reunião na sede da agência, nesta sexta-feira em Genebra. Segundo a OMS, esta é uma variante de preocupação e estudos preliminares já confirmam que a Omicron tem um número muito maior de mutações que as outras. A OMS explica que ainda são necessárias algumas semanas para se entender o impacto dessa variante.  

Variante será classificada  Nações africanas podem precisar de mais doses devido à expansão da variante Delta Unicef/Milequem DiarassoubaNações africanas podem precisar de mais doses devido à expansão da variante Delta

Os pesquisadores querem compreender qual o potencial de transmissão e o impacto nos diagnósticos, tratamentos e até mesmo se as vacinas disponíveis oferecem proteção. 

Agências de notícias confirmam que a União Europeia está pedindo a suspensão imediata de todo o tráfego aéreo para países do sul da África. No Brasil, a  Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, recomendou restrições de voos e de viajantes vindos de nações do continente africano, incluindo África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. 

Cautela na restrição de voos  

O surgimento das variantes da Covid-19 e as restrições impostas pelos governos tornam mais difícil a recuperação das viagens internacionaisUnsplash/Lukas SouzaO surgimento das variantes da Covid-19 e as restrições impostas pelos governos tornam mais difícil a recuperação das viagens internacionais

Mas a OMS recomenda cautela e medidas de restrição de viagens apenas baseadas em riscos e em estudos científicos. A agência da ONU lembra à população mundial a importância de continuar utilizando máscaras, evitar aglomerações e de higienizar as mãos sempre que possível.  

Um novo levantamento da Organização Mundial do Turismo, OMT, mostra que 46 países ainda estão totalmente fechados aos turistas; em 55%, as fronteiras estão parcialmente fechadas e para entrar em 112 destinos, os viajantes são obrigados a apresentar um teste negativo de Covid-19.  

Em relação ao acesso às vacinas, a Organização Mundial da Saúde, OMS, informa que apenas 27% dos trabalhadores de saúde da África, ou um entre quatro, estão completamente vacinados contra o coronavírus.

Com isso, a maioria dos profissionais do continente africano na linha de frente do combate à doença continuam desprotegidos.