Acima das águas: os segredos físicos e mecânicos por trás da corrida hidrodinâmica do tamaquaré nos igarapés amazônicos

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Acima das águas: os segredos físicos e mecânicos por trás da corrida…

O tamaquaré protagoniza um dos espetáculos biomecânicos mais impressionantes e intrigantes dos…

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O tamaquaré protagoniza um dos espetáculos biomecânicos mais impressionantes e intrigantes dos ecossistemas aquáticos da Amazônia: a capacidade de correr em postura bípede sobre a superfície dos igarapés sem afundar.

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Ao combinar franjas dérmicas expansíveis nos dedos com uma frequência de passadas absurdamente veloz, o lagarto manipula a hidrodinâmica da água para gerar forças de sustentação que desafiam a gravidade de forma contínua.

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Quando o perigo se aproxima e os ramos altos não oferecem mais proteção, o tamaquaré simplesmente se lança ao vazio e usa a água como uma pista sólida de decolagem.

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O primeiro grande segredo dessa tecnologia evolutiva reside na anatomia oculta de suas extremidades traseiras.

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O lagarto não possui cavidades gasosas ou estruturas ocas infláveis nos pés; em vez disso, seus dedos posteriores são extraordinariamente longos e margeados por escamas laterais especializadas, conhecidas como franjas dérmicas.

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No entanto, o cenário muda de forma radical no milissegundo em que o pé atinge a superfície fluida do rio.

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No momento exato do impacto com o meio aquático, a resistência hidrodinâmica exercida pela água força a abertura instantânea e automática dessas escamas laterais para fora.

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