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O apaiari usa um ocelo na cauda para desviar ataques, protege a prole em casal e muda rapidamente…
Revista Amazônia
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O peixe amazônico combina uma marca que desvia ataques, cuidado parental do casal e mudanças rápidas de coloração em situações de alerta.
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O olho que não está no rostoQuando um predador se aproxima pela retaguarda, o apaiari apresenta na cauda uma marca arredondada que parece um segundo olho.
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Esse desenho é chamado de ocelo caudal e ocupa uma posição capaz de alterar o ponto em que um atacante mira.
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Em vez de atingir a cabeça, uma investida pode ser direcionada para a parte posterior do corpo, onde o peixe tem mais possibilidade de escapar.
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A marca não é um olho verdadeiro, não forma imagens e não substitui a visão dos olhos localizados na cabeça.
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Seu corpo robusto, a boca ampla e as nadadeiras permitem manobras em águas com vegetação, galhos e estruturas submersas.
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O ocelo pode ser mais ou menos evidente conforme a iluminação, a posição do peixe e o estado de sua coloração.
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Por isso, não se trata de uma pintura fixa com o mesmo contraste em todas as situações.
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O casal permanece próximo aos ovos e aos filhotes, acompanha seus deslocamentos e reage à aproximação de peixes que possam representar risco.
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Quando os jovens começam a circular juntos, o agrupamento forma um cardume compacto, normalmente mantido sob a vigilância dos adultos.
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O comportamento reduz a dispersão dos filhotes e permite que os pais concentrem a defesa em uma área menor.
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Os adultos podem realizar investidas contra intrusos, mudar sua posição em relação à prole e usar sinais visuais do corpo durante o confronto.
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O ambiente continua oferecendo predadores, variações de corrente, falta de abrigo e competição por alimento.
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O que o comportamento mostra é uma divisão de tarefas reprodutivas mais prolongada do que a observada em muitos peixes.
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