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Uma comparação inédita entre folhas coletadas na Amazônia peruana em 1983 e 2023 revelou mudanças…
Revista Amazônia
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Estudo comparou folhas coletadas em 1983 e 2023 no Peru e encontrou sinais de adaptação que podem aumentar a vulnerabilidade ao calor.
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Folhas de árvores da Amazônia peruana estão ficando menores, mais finas e com menos estruturas para liberar água, segundo um estudo que comparou amostras coletadas em 1983 com novas folhas retiradas das mesmas árvores em 2023.
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O botânico Riley Fortier, do Missouri Botanical Garden, percorreu a floresta com o peruano Rodolfo Vásquez, que havia trabalhado no mesmo local quatro décadas antes ao lado do botânico norte-americano Alwyn Gentry.
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As áreas tinham até 75 espécies de árvores por acre, uma das maiores diversidades registradas em florestas tropicais.
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As folhas foram prensadas, identificadas e preservadas.Quarenta anos depois, Fortier rastreou parte das árvores originais e repetiu a coleta.
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Com estruturas mais finas e menor resfriamento, elas podem permanecer por mais tempo em faixas capazes de danificar seus tecidos.
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Para Martijn Slot, fisiologista vegetal do Instituto Smithsonian de Pesquisas Tropicais, o acúmulo de danos térmicos pode fazer as folhas “sofrerem ao longo do tempo”.
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Slot não participou da pesquisa.O efeito dominó sobre carbono e chuvasA mudança não se limita à aparência ou à resistência das folhas.
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Os dados se somam a observações de que árvores amazônicas estão crescendo mais rapidamente, mas formando madeira mais esponjosa e frágil.
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“Se a floresta ficar mais rala, ela se tornará uma fonte de carbono, e isso vai ampliar a mudança climática”, disse José Marengo, climatologista da Universidade Estadual Paulista.
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Desde 1951, a estação seca na região amazônica aumentou cerca de 20 dias e já chega a seis meses em algumas áreas.
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A estimativa apresentada no estudo aponta que mais de 740 milhões de toneladas de dióxido de carbono foram liberadas na atmosfera nesse período.
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O número deve ser interpretado no contexto das áreas e métodos considerados, porque a medição de emissões em uma floresta tão extensa ainda envolve incertezas.A conexão com o Brasil é direta.
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Ela mostra, porém, que uma adaptação inicialmente benéfica ao aumento do dióxido de carbono pode produzir uma consequência oposta quando combinada com calor intenso.
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