
🐟 Fauna Aquática
O tucunaré, representado por diversas espécies do gênero Cichla, possui a capacidade mecânica de…
Revista Amazônia
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Esse movimento balístico gera um vácuo biológico potente que suga a água e a presa diretamente para o interior de sua boca em uma fração de milésimos de segundo.
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No complexo e competitivo ambiente dos rios, lagos e igapós tropicais, a captura de peixes ágeis e pequenos exige estratégias de caça que anulem a capacidade de fuga e de reação física da presa.
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Para um predador de grande porte, nadar em velocidade pura atrás de peixes menores em meio a raízes entrelaçadas da mata inundada e galhos submersos representaria um gasto de energia metabólica excessivo e ineficiente.
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O funcionamento dessa mecânica de vácuo apoia-se em uma sequência coordenada de movimentos musculoesqueléticos hiper-rápidos.
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Ao se aproximar de sua presa a uma curta distância, o tucunaré abre a boca de forma coordenada com o abaixamento do assoalho da garganta e a expansão lateral das brânquias.
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Esse aumento drástico e repentino no volume interno da cabeça faz com que a pressão da água dentro da boca fique muito menor do que a pressão da água do rio ao redor.
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Essa velocidade de ataque confere ao tucunaré o status de predador dominante em seus territórios de caça selecionados.
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