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A cutícula do escorpião fluoresce sob luz ultravioleta, mas a função desse brilho ainda pode…
Revista Amazônia
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A cutícula transforma a luz ultravioleta em brilho visível, enquanto os pentes ventrais ajudam o animal a perceber o ambiente.
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O brilho aparece quando a luz ultravioleta atinge a cutículaNa escuridão, um feixe de luz ultravioleta pode fazer o escorpião aparecer com um brilho visível que não existe sob a iluminação comum.
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Ele ocorre na cutícula, a camada rígida que recobre o corpo do aracnídeo e funciona como parte de seu exoesqueleto.
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Substâncias presentes nessa estrutura absorvem radiação ultravioleta e devolvem parte da energia em forma de luz visível, fenômeno conhecido como fluorescência.
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O resultado é uma silhueta que se destaca para quem observa o animal com o equipamento adequado.
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A intensidade pode variar conforme a espécie, a idade, a condição da cutícula e o ambiente, portanto o brilho não deve ser tratado como uma característica idêntica em todos os escorpiões.
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Na parte inferior do corpo, os pentes, também chamados pectines, formam apêndices com numerosos dentes que entram em contato com o solo.
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Eles ajudam a perceber sinais químicos, vibrações e características da superfície, informações usadas durante a movimentação e a exploração do ambiente.
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Essa combinação cria um animal que não depende de um único sentido para encontrar abrigo, identificar condições do terreno ou interagir com outros indivíduos.
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O brilho é produzido quando a cutícula recebe radiação adequada, mas isso não prova que o escorpião veja a própria emissão ou que use conscientemente a luz para enviar uma mensagem.
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A cutícula fica exposta ao ambiente, e os compostos responsáveis pelo brilho podem absorver parte da radiação ultravioleta.
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Essa hipótese considera que a emissão observada seja consequência de uma interação entre a cobertura externa e a radiação, com possível efeito protetor.
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Outra ideia é que o fenômeno ajude o escorpião a detectar a presença ou a intensidade de luz.
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Como muitos escorpiões têm hábitos associados à atividade noturna, uma mudança na radiação ambiental poderia fornecer informação sobre o momento de sair, permanecer oculto ou procurar abrigo.
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