🦡 Mamíferos da Amazônia

Macaco-da-noite, único primata noturno das Américas, tem olhos grandes, retina…

O macaco-da-noite é o único primata noturno das Américas e combina olhos grandes, bastonetes,…

Revista Amazônia

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A adaptação à escuridão envolve baixa visão de cores, olhos sem tapetum, vocalizações graves e uma divisão incomum do cuidado parental.

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Olhos grandes ocupam o rosto de um primata que vive à noiteQuando a luz desaparece, o macaco-da-noite depende menos das cores e mais da capacidade de captar cada pequena quantidade de iluminação disponível.

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Seus olhos são grandes em relação ao rosto, uma característica que amplia a entrada de luz e ajuda a formar imagens em condições noturnas.

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O animal pertence ao grupo dos macacos-da-noite, conhecidos cientificamente como Aotus, e é considerado o único primata realmente noturno das Américas.

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Essa rotina separa o animal de muitos outros primatas, que concentram suas atividades durante o dia ou nos períodos de transição entre claro e escuro.A adaptação não está apenas no tamanho dos olhos.

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A retina do macaco-da-noite é dominada por bastonetes, células especializadas em perceber luminosidade e movimento quando a iluminação é baixa.

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Em contrapartida, houve perda da visão tricromática, capacidade que permite distinguir uma ampla combinação de cores.

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O resultado é uma percepção visual mais adequada à escuridão, mas menos voltada para separar tonalidades.

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Não se trata de uma deficiência acidental, e sim de uma configuração sensorial associada ao modo de vida noturno do animal.A retina prioriza luminosidade e dispensa a visão tricromáticaOs bastonetes funcionam como sensores de pouca luz.

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Eles são muito mais eficientes do que os cones, células relacionadas à visão de cores, quando o ambiente escurece.

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Uma retina dominada por bastonetes permite que o macaco-da-noite aproveite sinais visuais fracos, localize formas e acompanhe movimentos no período em que a maioria dos primatas teria dificuldade para enxergar.

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Essa organização ajuda a explicar por que o animal consegue manter uma vida ativa durante a noite sem depender da luz solar.A adaptação, porém, tem uma troca funcional.

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Ao perder a visão tricromática, o macaco-da-noite deixa de contar com a mesma capacidade de diferenciação de cores encontrada em primatas diurnos.

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A informação visual passa a privilegiar luminosidade, contorno e movimento.

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