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Pesquisadores e comunidades ribeirinhas criaram uma rede de monitoramento para identificar sinais…
Revista Amazônia
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Rede de monitoramento tenta antecipar o aquecimento crítico de lagos e proteger animais e comunidades na Amazônia.
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Boto-vermelho é contido para captura científica no lago Amanã, no Amazonas, em outubro de 2025.
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Foto: Miguel Monteiro.Uma rede de sensores, imagens de satélite e observação feita por moradores começou a ser usada no Amazonas para antecipar os efeitos da seca extrema sobre botos e outros mamíferos aquáticos.
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A combinação desses dados permite reconhecer o conjunto de fatores que pode levar um lago a atingir níveis críticos para os animais.Segundo o Instituto Mamirauá, o programa reúne 17 instituições e cerca de 70 pesquisadores.
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Eles foram treinados para observar mudanças na água, no comportamento dos animais e nas condições do entorno.A participação local é considerada estratégica porque os moradores acompanham os lagos diariamente.
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Moradores construíram um pari, barreira feita com estacas, para impedir que os botos entrassem em uma área considerada crítica.
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Os animais passaram por exames para avaliação das condições de saúde.Doze botos receberam transmissores via satélite.
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Os dispositivos registram a localização, a profundidade e a temperatura da água durante os deslocamentos.
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A profundidade, a circulação da água, a cobertura de nuvens e as características de cada ambiente interferem no resultado.
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A entidade promove treinamentos para agentes de saúde, produz materiais educativos e distribui insumos para o tratamento emergencial da água.Novas oficinas estão previstas para este mês com lideranças de 50 comunidades do lago Tefé.
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