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Rã-flecha sequestra alcaloides de formigas e ácaros para manter a toxicidade e…

A rã-flecha não produz o próprio veneno: ela sequestra alcaloides de formigas e ácaros, perde…

Revista Amazônia

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A pele não fabrica o veneno: compostos obtidos na dieta são acumulados e associados às cores de advertência do animal A rã-flecha não fabrica sozinha os alcaloides que tornam sua pele tóxica.

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O animal obtém esses compostos ao comer principalmente pequenas formigas e ácaros, absorve parte das moléculas e as direciona para as glândulas cutâneas.

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O resultado é uma defesa química que depende da dieta disponível na floresta.Quando mantida em cativeiro com alimentação que não contém esses artrópodes, a rã pode perder grande parte da toxicidade acumulada.

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Suas cores intensas funcionam nesse contexto como aposematismo, um sinal visual que informa aos predadores que o contato ou a ingestão podem trazer consequências.

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A aparência, portanto, está ligada a um mecanismo alimentar e fisiológico.O veneno começa na dieta da rã-flechaAs rãs-flecha pertencem a um grupo de pequenos anfíbios cuja defesa cutânea depende de alcaloides presentes na cadeia alimentar.

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Formigas e ácaros encontrados na serapilheira, no solo úmido e entre folhas em decomposição podem carregar essas substâncias em seus próprios corpos.

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Ao capturar e digerir esses artrópodes, a rã recebe moléculas que não precisa sintetizar do zero.

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A dieta funciona como a porta de entrada do sistema defensivo.O termo sequestro descreve justamente a capacidade de retirar compostos do alimento, transportá-los pelo organismo e armazená-los em tecidos de defesa.

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Não significa que a rã simplesmente mantenha o conteúdo da presa no estômago.

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Os alcaloides atravessam processos de digestão e absorção, chegam à circulação e são concentrados na pele.

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A composição da toxina pode variar conforme a espécie, a idade, o local e os artrópodes consumidos.

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Por isso, nem toda rã-flecha apresenta exatamente o mesmo conjunto de moléculas ou o mesmo nível de toxicidade.Glândulas da pele concentram os compostos defensivosA pele dos anfíbios é um órgão funcional, não apenas uma cobertura externa.

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Ela participa da respiração, ajuda a controlar a passagem de água e abriga glândulas que liberam secreções.

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Nas rãs-flecha, glândulas cutâneas podem armazenar alcaloides obtidos na dieta e liberá-los quando o animal é pressionado, mordido ou manipulado por um predador.

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