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No Encontro das Águas, Negro e Solimões seguem lado a lado por cerca de 6 km porque temperatura,…
Revista Amazônia
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No Encontro das Águas, correntes com propriedades diferentes formam uma fronteira visível que desaparece gradualmente rio abaixo Do alto, duas faixas de água avançam juntas sem perder imediatamente suas cores.
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De um lado está o Negro, escuro pela presença de matéria orgânica dissolvida.
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Do outro corre o Solimões, de tom mais claro e barrento por carregar grande quantidade de sedimentos.
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A linha entre os rios pode ser vista na região de Manaus e permanece identificável por vários quilômetros depois do encontro.
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O fenômeno não significa que as águas estejam separadas por uma barreira física.
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Elas estão em contato, mas suas propriedades dificultam a mistura rápida.A diferença visual nasce de uma combinação de fatores.
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Temperatura, velocidade da corrente, densidade e concentração de partículas não são iguais nos dois canais.
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Cada rio chega à confluência trazendo um conjunto próprio de condições, e a água precisa atravessar uma zona de transição antes que essas características se distribuam de forma mais uniforme.
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A paisagem é conhecida por expedições, embarcações e imagens aéreas que registram a faixa escura ao lado da água barrenta.
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Esse valor é uma referência aproximada para o trecho visível de separação, não uma medida fixa em todas as condições.
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A fronteira pode parecer mais larga, estreita ou irregular dependendo do ponto de observação e do comportamento das correntes.
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Em termos simples, uma massa de água mais fria tende a ser mais densa do que outra mais quente, embora a densidade também dependa de partículas dissolvidas e suspensas.
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Quando camadas com propriedades diferentes se encontram, elas não se reorganizam de uma vez.
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O Solimões recebe sedimentos de regiões andinas e apresenta água mais carregada de partículas minerais.
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