
🦡 Mamíferos da Amazônia
O muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) abriga em sua organização comunitária um modelo social…
Revista Amazônia
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Esse estilo de vida cooperativo e igualitário desafia as teorias clássicas da biologia evolutiva sobre a agressividade natural dos primatas e coloca a espécie como um dos maiores tesouros comportamentais da biodiversidade brasileira.
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Não existe um macho alfa que dita as regras ou que detém o monopólio das interações no grupo.
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Segundo pesquisas de longo prazo realizadas em fragmentos florestais de Minas Gerais e do Espírito Santo, os conflitos físicos entre machos adultos são virtualmente inexistentes.
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Quando surge uma situação de potencial tensão, como a disputa por um fruto maduro ou a proximidade de uma fêmea receptiva, os indivíduos resolvem o impasse por meio de vocalizações suaves, concessões mútuas e aproximações amistosas.
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Essa ausência de agressividade intraespecífica é uma das características mais intrigantes da herança evolutiva dos muriquis.
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O abraço como tecnologia de coesão social O comportamento mais emblemático do muriqui-do-norte é o abraço.
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Longe de ser apenas uma interpretação antropomórfica de afeto, o ato de abraçar desempenha uma função psicobiológica crucial na manutenção da paz do grupo.
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