Zona de Desenvolvimento Sustentável Abunã-Madeira – ZDS

Recentemente no palco do Teatro Guaporé, em Porto Velho (RO) ocorreu o lançamento da Zona de Desenvolvimento Sustentável (ZDS) Abunã-Madeira, o evento teve a presença do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, dos gestores da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Louise Caroline Campos Löw, da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Algacir Polsin, do governador do Acre, Gladson Cameli, do governador de Rondônia, Marcos Rocha, e do titular da Secretaria de Estado de Produção Rural do Amazonas (Sepror), Petrúcio Magalhães Júnior, representando o governador do Amazonas, e também embaixadores do Peru e União Europeia, parlamentares, representantes de instituições de pesquisa, setor produtivo e o secretariado rondoniense.

A ZDS foi planejada como um conjunto de ações multissetoriais voltadas para a promoção da sustentabilidade ambiental por meio do desenvolvimento socioeconômico, com o objetivo do projeto é promover políticas públicas que resultem na melhoria da qualidade de vida da população e na proteção da floresta Amazônica, por meio de ações multissetoriais que incrementem o desenvolvimento includente e sustentável e fomentem as potencialidades da área que abrange.

A intenção é que o modelo, que abrangerá 32 municípios situados no noroeste de Rondônia, sul do Amazonas e leste do Acre, seja um piloto a ser adaptado em outras regiões emblemáticas da Amazônia.

Antes do lançamento, entre os dias 17 e 19 de novembro, ocorreram encontros  técnicos voltados para a ZDS nos estados envolvidos no projeto,  com o objetivo de apresentar para os governos estaduais, instituições parceiras e demais entidades participantes, a estrutura do documento referencial, a metodologia adotada, a problemática socioeconômica e os quatro cenários alvos de intervenção elencados no documento, para conhecimento  e posterior  validação.

“É um projeto que está ancorado na Política Nacional de Desenvolvimento Regional – PNDR e nós, de uma forma muito técnica, focamos em dois macroeixos, que são o desenvolvimento produtivo – com ações voltadas para a indústria, para a bioeconomia, turismo, agronegócio sustentável – e  infraestrutura  econômico urbana,  trabalhando ações voltadas a telecomunicações, logística, energia e transportes.” pontuou a superintendente da Sudam, Louise Caroline Campos Löw, durante o evento.

Para o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, fruto da sinergia institucional que existe entre os entes nacionais e do planejamento técnico baseado nos eixos ambiental, social e econômico, a Zona de Desenvolvimento Sustentável Abunã-Madeira abarca um conjunto de ações multissetoriais voltadas para a promoção da sustentabilidade ambiental por meio do desenvolvimento socioeconômico das áreas onde estará localizada, tornando-a distinta de projetos anteriores desenvolvidos na Amazônia  e fortalecendo a ideia de que a proteção da natureza e o desenvolvimento socioeconômico não são nem antagônicos nem excludentes.

O Superintendente da Suframa, Algacir Polsin, destacou a importância dessas atividades centralizadas para o desenvolvimento e a proteção da Amazônia. “A solução é gerar emprego e renda de forma lícita e o desenvolvimento sustentável, e cabe aos países contribuírem com a gente nesse sentido”, complementou.

Na ocasião foi realizada a assinatura da carta que apresenta a consolidação dos anseios dos atores locais dos três estados envolvidos. Como materialização das ações, os representantes dos governos estaduais, da Sudam, da Suframa e da Embrapa definiram a adoção das medidas prioritárias e  firmaram o compromisso de esforço conjunto em vistas do  desenvolvimento includente e sustentável da área.

ZDS Abunã-Madeira

A ZDS Abunã-Madeira engloba 32 municípios localizados no sul do Amazonas, leste do Acre e noroeste de Rondônia, cuja área total é de 454.220 quilômetros quadrados (km²) e com população estimada para 2020 de, aproximadamente, 1,8 milhão de pessoas. Trata-se de uma região emblemática, tanto em relação aos desafios ambientais quanto à necessidade de desenvolvimento socioeconômico.

Histórico

Originalmente, o projeto da ZDS Abunã-Madeira foi chamado de “Amacro” pelos seus primeiros idealizadores. Esse esforço inicial levou à cooperação técnica entre a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), com o apoio de outras instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e secretarias dos três estados envolvidos. Conciliar sustentabilidade e desenvolvimento da Amazônia é um dos maiores desafios do Brasil na atualidade, porque significa a capacidade de aliar a necessidade de proteger a floresta e garantir o direito dos habitantes da região às mesmas oportunidades de cidadania que o restante do país: infraestrutura urbana, mobilidade, saúde, educação e desenvolvimento econômico. Ou seja, inclusão social. Essa é proposta da Zona de Desenvolvimento Sustentável Abunã-Madeira,

Ao ser repensado tecnicamente para atender aos critérios do desenvolvimento sustentável, e uma vez que a designação “Amacro” já não atendia mais ao escopo do projeto técnico, surgiu a Zona de Desenvolvimento Sustentável Abunã-Madeira. A sustentabilidade ambiental é o “guarda-chuva” de todas as ações na ZDS, sob o qual estarão dois eixos fundamentais e estratégicos de atuação: Desenvolvimento Produtivo (Bioeconomia, Turismo, Agronegócio, Indústria) e Infraestrutura Econômica e Urbana (Logística e Transporte, Energia, Telecomunicações). Além disso, a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), a Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC) e ações de capacitação serão ferramentas que perpassam todas as ações, servindo de base para os dois eixos de atuação.