5 lugares onde a aranha-marrom pode estar agora na sua casa
É só ouvir falar em aranha-marrom que muita gente já sente um arrepio. E não é para menos: essa pequena e discreta aranha é uma das mais perigosas do Brasil, com uma picada silenciosa que pode causar necrose e, em casos extremos, até levar à morte. O problema é que ela não gosta de barulho, nem de luz — por isso, escolhe os cantinhos mais esquecidos da sua casa para se esconder. A pergunta é: será que ela já está aí, agora mesmo?
A aranha-marrom adora locais escuros e pouco movimentados. Por isso, móveis grandes como guarda-roupas, cômodas e estantes encostados na parede são verdadeiros refúgios para ela. Se você não move esses móveis há meses ou até anos, atenção: a poeira e a ausência de luz criam o ambiente ideal para o esconderijo dessa aranha.
O que fazer: afaste os móveis a cada dois meses para limpar atrás. Aspire os cantos e verifique sinais de teias muito finas e irregulares. Diferente de outras aranhas, a marrom não tece teias para capturar presas, então elas costumam ser malformadas e quase invisíveis.
Um dos casos mais comuns de picada de aranha-marrom acontece ao vestir roupas ou calçar sapatos que estavam parados no armário. A aranha gosta do calor e da escuridão desses espaços fechados, principalmente se estiverem abafados ou úmidos.
O que fazer: sempre sacuda bem roupas, sapatos, toalhas e roupas de cama antes de usar, principalmente se estavam guardados por mais de uma semana. Evite deixar peças de roupa no chão ou penduradas por muito tempo sem uso.
Você já pensou que aquela moldura pendurada há anos na parede pode estar escondendo uma aranha-marrom? Ela se instala ali porque esses locais são raramente mexidos, escuros e protegidos. É justamente essa negligência que facilita sua permanência.
O que fazer: retire quadros e objetos decorativos ao menos uma vez por mês e limpe atrás com um pano úmido ou aspirador. Aproveite para verificar frestas ou buracos na parede que possam servir de entrada.
Garagens, depósitos, porões e até mesmo áreas de serviço costumam acumular caixas, sacolas e entulhos. Essas pilhas de coisas viram abrigo perfeito para a aranha-marrom, que busca justamente locais abandonados e secos.
O que fazer: evite guardar caixas de papelão abertas ou mal vedadas. Se for preciso usá-las, mantenha-as elevadas do chão e bem fechadas. Dê preferência por caixas plásticas com tampa, que dificultam a entrada de insetos e aranhas.
Por serem muito pequenas (medem cerca de 1 a 4 cm), as aranhas-marrons conseguem se esconder em fendas quase invisíveis. Frestas de rodapés soltos, rachaduras nas paredes, vãos em forros de madeira e até buracos em interruptores são esconderijos perfeitos.
O que fazer: revise toda a casa em busca de frestas e rachaduras. Use massa acrílica para vedar buracos e silicone para tapar vãos em forros e paredes. Quanto mais lacrado o ambiente, menos espaço para a aranha se esconder.
Ao contrário do que o nome sugere, ela não é marrom “viva” como uma caranguejeira. Tem uma coloração mais acinzentada, corpo fino e patas longas. Um detalhe característico é o desenho em forma de violino nas costas — mas é difícil perceber a olho nu. Além disso, ela não constrói teias elaboradas, e sim filamentos dispersos.
Importante: ela não é agressiva. Só pica se se sentir encurralada ou prensada contra a pele (como ao vestir uma roupa onde está escondida).
Se você identificar uma suspeita de aranha-marrom na sua casa, evite esmagá-la com a mão. Use luvas, um recipiente transparente e uma folha de papel para capturá-la com segurança. Mantenha o inseto preso e procure um centro de controle de zoonoses da sua cidade para análise.
Jamais jogue venenos em excesso pela casa sem orientação. Isso pode espalhá-las ainda mais ou afastá-las para locais difíceis de alcançar. Prefira soluções físicas, como vedação de frestas, iluminação adequada e limpeza regular.
A picada da aranha-marrom pode ser indolor nos primeiros minutos. Em até 6 horas, a pele começa a apresentar vermelhidão, inchaço e, depois, uma ferida que pode necrosar. Febre, dor muscular e mal-estar são sinais de alerta. Vá imediatamente a uma unidade de saúde e informe que há suspeita de picada de aranha-marrom. O tratamento precoce pode evitar complicações sérias.
A presença da aranha-marrom é mais comum em regiões quentes e secas, mas ela já foi registrada em praticamente todo o território brasileiro. Casas com pouca circulação de ar, acúmulo de objetos ou armários cheios são ambientes ideais. A boa notícia é que a prevenção funciona — e começa com um olhar mais atento para os lugares esquecidos da casa.
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