Agropalma reforça compromisso com a biodiversidade e impulsiona pesquisas na Amazônia

A sustentabilidade na produção de óleo de palma tem sido uma das principais preocupações globais, e a Agropalma, referência na área, dá um passo além ao investir na conservação da biodiversidade amazônica. A empresa firmou parceria com o Programa de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Oriental (PPBio-AmOr), projeto que reúne cerca de mil pesquisadores de instituições brasileiras e internacionais para estudar e preservar a fauna e flora da região.

Sustentabilidade na Prática

A Agropalma se destaca por sua atuação alinhada a práticas ESG, promovendo a rastreabilidade da cadeia produtiva, o incentivo à agricultura familiar e a equidade de gênero na força de trabalho. Além disso, mantém uma reserva florestal protegida de 64 mil hectares em Tailândia (PA), área agora disponibilizada para estudos científicos.

O objetivo é aprofundar o conhecimento sobre os ecossistemas amazônicos e gerar informações que contribuam para políticas ambientais eficazes. A empresa acredita que, ao fortalecer a pesquisa, reforça sua responsabilidade com a preservação e a produção sustentável.

Pesquisa e Monitoramento

As pesquisas conduzidas pelo PPBio-AmOr analisam a biodiversidade local e os impactos ambientais, utilizando métodos como armadilhas não letais para captura e observação de espécies. Os cientistas estudam mamíferos, insetos, anfíbios e aves, além de aspectos físicos e químicos da vegetação amazônica.

“Nossos estudos identificaram que as reservas da Agropalma são habitats essenciais para espécies ameaçadas, e a colaboração da empresa tem sido fundamental para ampliarmos nossa base de conhecimento”, explica Filipe França, professor da Universidade de Bristol e pesquisador do projeto.

Impacto para o Setor e a Comunidade

A parceria tem reflexos diretos tanto na conservação ambiental quanto na operação da empresa. O conhecimento adquirido contribui para o manejo sustentável do cultivo do dendezeiro e auxilia no combate a pragas agrícolas, reduzindo o uso de pesticidas e tornando a produção mais eficiente.

Outro benefício é a criação de estratégias para impedir a caça ilegal dentro da reserva, evitando desequilíbrios ecológicos que poderiam impactar a biodiversidade local.

“A interação entre ciência e indústria é essencial para enfrentar os desafios ambientais contemporâneos. Precisamos unir esforços para garantir que a preservação avance junto com o desenvolvimento econômico”, afirma Túlio Dias Brito, diretor de sustentabilidade da Agropalma.

Expansão dos Estudos

A colaboração com a UFPA teve início em 2012, mas foi apenas recentemente que a Agropalma passou a receber equipes de campo para pesquisas aprofundadas. Entre agosto e setembro de 2024, cientistas mapearam a biodiversidade aquática em 21 igarapés da região, seguindo um protocolo internacional de análise ambiental.

O levantamento revelou espécies indicadoras de ambientes preservados, como a libélula Mecistogaster, conhecida como “fada”, além da catalogação de 64 espécies de primatas, 25 delas sob risco de extinção, e 66 espécies de aves exclusivamente amazônicas.

Ciência e Políticas Públicas

Os resultados obtidos nas pesquisas são compartilhados com autoridades ambientais, organizações não governamentais e comunidades locais. A iniciativa reforça a importância do conhecimento científico para embasar políticas públicas voltadas à conservação da Amazônia.

Com esse compromisso, a Agropalma fortalece sua posição como líder na produção sustentável de óleo de palma e referência em boas práticas ambientais. Ao integrar ciência e conservação, a empresa contribui diretamente para a proteção de um dos biomas mais ricos e ameaçados do mundo.

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