As expectativas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em especial da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais (ASSIN), com a chegada de 2025 são grandes. Isso porque o Brasil será palco de dois grandes eventos internacionais: a reunião da cúpula do BRICS e a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30). Segundo o chefe da ASSIN, Carlos Eduardo Matsumoto, os eventos confirmam a retomada do protagonismo internacional do MCTI.
Neste ano, o Brasil assumirá a presidência rotativa dos BRICS e receberá pela quarta vez a reunião da cúpula, que deverá ter como principais temas inteligência artificial e mudanças climáticas. Originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o bloco admitiu mais cinco nações: Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Egito e Etiópia.
“Na reunião dos BRICS, que vai ser nesse primeiro semestre, teremos atividades extensas na área de Ciência, Tecnologia e Inovação. No total, são 13 grupos de trabalho funcionando só nesse segmento, além da participação nas reuniões ministerial e de altos funcionários”, explicou Matsumoto.
Segundo o chefe da ASSIN, a COP30, que acontecerá no segundo semestre, em Belém (PA), contará com atividades realizadas ao longo de todo o ano. Este será outro desafio para o MCTI. “O nosso objetivo no evento é discutir as mudanças climáticas, a cultura oceânica, energia renovável e relacioná-las com a inteligência artificial”, disse.
Na 30ª edição da cúpula, os principais temas a serem discutidos devem ser redução de emissões de gases de efeito estufa; adaptação às mudanças climáticas; financiamento climático para países em desenvolvimento; tecnologias de energia renovável e soluções de baixo carbono; preservação de florestas, biodiversidade e justiça climática; e os impactos sociais das mudanças climáticas. A COP é o encontro anual entre líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para o debate de ações para combater as mudanças do clima.
O ano de 2024 também foi de grandes realizações internacionais na pasta. De acordo com Carlos Eduardo Matsumoto, 2024 representou a continuação da retomada da atuação internacional do ministério, com destaque para a presidência brasileira do G20 e coordenação do grupo de trabalho de Pesquisa e Inovação.
“Esse grupo não existia e sua criação foi uma decisão do governo brasileiro com o objetivo de elevar os temas de ciência, tecnologia e inovação no G20. Como resultado das reuniões, nós entregamos uma recomendação sobre inclusão, diversidade e redução das desigualdades no âmbito da ciência, tecnologia e inovação”, destacou Matsumoto.
Outro ponto enfatizado foi a adesão do Brasil à Rede Eureka, a maior rede de cooperação internacional em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) e promotora de colaborações entre startups, empresas, institutos de pesquisa e universidades. O Brasil é o 48º membro do grupo.
“Essa adesão era um pleito que surgiu há alguns anos, mas só agora, no fim do ano, nós conseguimos assinar o acordo. Essa entrada do Brasil na rede é um grande passo para que possamos ter mais projetos de inovação internacional custeados e fomentados pelo Brasil”, finalizou.
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