Como hidratar o cabelo com babosa como sua mãe fazia - Imagem gerada por IA
Antes dos cremes importados, das máscaras de reconstrução e dos cronogramas capilares da moda, havia um segredo verde, gelatinoso e simples no quintal das casas: a babosa. Muita gente se lembra da mãe, da tia ou até da avó abrindo uma folha carnuda da planta e espalhando o gel no cabelo, com aquele cheiro forte, mas promessas de brilho e força. Hoje, esse ritual voltou com tudo — só que agora, com um toque de ciência e afeto.
A babosa, também conhecida como aloe vera, tem propriedades hidratantes, cicatrizantes e anti-inflamatórias. Seu uso nos cabelos é antigo, especialmente entre famílias brasileiras que cultivavam a planta no quintal e a usavam como remédio natural para quase tudo.
No cabelo, a babosa age como um super-hidratante natural. Ela penetra na fibra capilar, reduz o ressecamento e melhora a maleabilidade dos fios. Isso sem contar a sensação refrescante no couro cabeludo, que alivia coceiras e até ajuda no controle da caspa.
Se você tem uma planta em casa, dê preferência às folhas mais antigas, geralmente as de baixo, que estão mais ricas em gel. Corte uma folha grossa, lave bem, retire os espinhos laterais com uma faca e, em seguida, abra a folha ao meio.
Com a ajuda de uma colher, raspe o gel transparente. Algumas pessoas preferem bater o gel no liquidificador com um pouco de água, formando um gel mais fluido e fácil de aplicar. Outras apenas amassam com o garfo, mantendo uma textura mais grossa — como faziam nossas mães e tias.
Dica de família: antes de aplicar, deixe o gel repousar por 10 minutos em um pote para escorrer o líquido amarelo (aloína), que pode causar coceira em peles sensíveis.
Lave os cabelos apenas com shampoo, de preferência sem sulfato. A ideia é deixar os fios limpos para absorver melhor a babosa.
Aplique o gel da babosa nos cabelos ainda úmidos, do comprimento até as pontas. Se quiser, você pode dividir o cabelo em mechas para facilitar a aplicação.
Enluve bem cada mecha, massageando os fios com delicadeza.
Cubra o cabelo com uma touca de banho ou saco plástico. Deixe agir por 30 a 40 minutos.
Enxágue apenas com água corrente. Se quiser, finalize com um condicionador leve para selar os fios.
Se o seu cabelo estiver muito danificado, repita o processo a cada 7 a 10 dias. Com o tempo, você vai notar mais brilho, menos frizz e fios mais encorpados.
Antigamente, nossas mães misturavam a babosa com o que tinham em casa: mel, azeite, gema de ovo, óleo de coco, leite… E não é que funciona?
Babosa com mel: mistura potente para cabelos opacos. O mel potencializa a hidratação e dá brilho.
Babosa com azeite: ideal para cabelos ressecados, pois nutre profundamente.
Babosa com óleo de coco: une hidratação e nutrição, perfeita para fios quebradiços.
Babosa com máscara capilar: você pode misturar o gel com uma máscara que já tenha em casa, criando uma receita turbinada.
Evite usar babosa misturada com vinagre ou limão nos cabelos, pois o pH ácido pode agredir os fios se mal dosado.
Sim! A babosa é indicada para todos os tipos de cabelo: lisos, ondulados, cacheados, crespos, tingidos, descoloridos e até naturais. A diferença está na frequência de uso e nas misturinhas escolhidas.
Cabelos cacheados e crespos costumam amar a babosa pura ou com óleos, enquanto cabelos lisos preferem misturas mais leves, como com chá de camomila ou apenas o gel batido com água.
Existe algo de mágico em resgatar os rituais de quem cuidou da gente. Ao aplicar babosa no cabelo, você não está só hidratando os fios — está revivendo memórias, valorizando saberes populares e se conectando com raízes afetivas. É uma forma de autocuidado que vai além da estética.
Esse gesto simples, que antes parecia ultrapassado, hoje ganha novo valor. Usar babosa como sua mãe e sua tia usavam é também um ato de resistência contra o excesso de produtos industrializados e a favor do que é natural, barato e eficiente.
Se sobrou gel, você pode armazenar em um pote de vidro bem limpo, com tampa, na geladeira por até 5 dias. Outra opção é congelar em forminhas de gelo e usar aos poucos. Evite recipientes plásticos e nunca deixe fora da geladeira.
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