Desmatamento no Brasil cai 11,6% em 2023, exceto no Cerrado

Relato do MapBiomas em relação ao Brasil e o Cerrado

O Brasil registrou uma diminuição de 11,6% na área desmatada em 2023, segundo o MapBiomas. O Cerrado, contudo, superou a Amazônia em desmatamento pela primeira vez, concentrando mais da metade do total nacional. A expansão agropecuária foi identificada como a principal causa dessa perda de vegetação.

Nos últimos cinco anos, o país viu a eliminação de 8,5 milhões de hectares de vegetação nativa, mas 2023 trouxe uma redução significativa, apesar do aumento nos alertas de desmatamento. O Cerrado sofreu um aumento de 68% em desmatamento, enquanto a Amazônia viu uma redução de 62,2%.

Vegetação nos Estados

Estados como Maranhão, Tocantins, Goiás, Pará e Distrito Federal dobraram suas taxas de desmatamento em comparação com 2022. A região do Matopiba, que inclui partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, foi particularmente afetada, respondendo por 74% do desmatamento no Cerrado.

O Maranhão liderou o ranking de estados com maior área desmatada, seguido pela Bahia e Tocantins, enquanto Pará e Mato Grosso apresentaram quedas. O desmatamento predominou em formações savânicas, refletindo uma mudança no padrão de perda de vegetação.

Áreas protegidas, como terras indígenas e unidades de conservação, também sofreram com o desmatamento, mas em menor escala devido a uma redução geral. A análise do MapBiomas revelou que a maioria do desmatamento apresentou indícios de irregularidade, apesar de uma pequena porcentagem de imóveis cadastrados no CAR serem responsáveis pela maior parte do desmatamento.

Outros biomas

Outros biomas, como o Pantanal, Caatinga, Mata Atlântica e Pampa, também enfrentaram desafios com o desmatamento, cada um com suas particularidades e fatores impulsionadores. O Pantanal, por exemplo, teve o maior aumento percentual, enquanto a Mata Atlântica e o Pampa viram reduções significativas.

A situação exige uma abordagem multifacetada para combater o desmatamento, diferenciando entre atividades legais e ilegais e incentivando o uso sustentável das áreas já desmatadas. O relatório destaca a necessidade de políticas eficazes de comando e controle, bem como incentivos para desencorajar a abertura de novas áreas para desmatamento.

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