O trabalho, conduzido pela doutoranda Ariana Musa de Aquino sob a orientação do professor Wellerson Rodrigo Scarano, buscou mimetizar a exposição humana aos ftalatos, compostos químicos usados para dar maleabilidade ao plástico. Ratas gestantes foram expostas a uma mistura de seis diferentes ftalatos, preparada de acordo com a proporção observada no sangue e na urina de mulheres grávidas.
Os resultados mostraram que aproximadamente 38% dos descendentes machos expostos aos resíduos químicos através do organismo materno desenvolveram tumores quando envelheceram. Os resultados sugerem que houve reprogramação molecular por meio de mecanismos epigenéticos durante o desenvolvimento da próstata dos roedores, o que aumentou a suscetibilidade ao adenocarcinoma in situ, um tipo de tumor maligno ainda localizado (fase inicial).
Este estudo acende um alerta sobre um dos maiores problemas de saúde pública mundial: o acúmulo de lixo plástico nos rios, oceanos e no solo. Parte desse lixo plástico se decompõe para formar os micro e nanoplásticos e todos os aditivos usados na sua fabricação são liberados nesses ambientes, incluindo os ftalatos. Com isso, os seres humanos são expostos pelo ar, pela água e pelos alimentos ingeridos contendo partículas derivadas dos plásticos.
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