Tomar ginkgo biloba aos 40+ pode mudar sua saúde cardiovascular
Você já se perguntou por que tanta gente acima dos 40 começa a tomar ginkgo biloba? Há mais nessa decisão do que modismo ou suplementos da moda. A ciência começa a mostrar que essa planta milenar, conhecida há séculos na medicina chinesa, pode oferecer uma série de benefícios reais, especialmente no que diz respeito à saúde do coração e dos vasos sanguíneos. E entender o papel do ginkgo biloba nesse cenário pode ser o primeiro passo para prevenir problemas antes que eles apareçam.
Entre os 40 e 60 anos, o corpo passa por mudanças fisiológicas importantes — incluindo um declínio na elasticidade dos vasos sanguíneos e no desempenho da circulação. O ginkgo biloba, rico em flavonoides e terpenoides, atua diretamente nesses pontos críticos. Estudos indicam que esses compostos têm efeito vasodilatador e antioxidante, ajudando a proteger as células endoteliais (as que revestem os vasos) do envelhecimento precoce.
Esse efeito protetor é especialmente relevante para prevenir o acúmulo de placas ateroscleróticas, que podem levar a infartos ou derrames. Ou seja, o ginkgo biloba pode não só melhorar a fluidez do sangue, como também impedir que ele encontre bloqueios pelo caminho.
Muitas pessoas acima dos 40 relatam sentir as mãos e os pés mais frios ou com sensação de dormência — sinais de circulação periférica comprometida. O ginkgo biloba tem demonstrado melhorar significativamente essa condição ao aumentar o fluxo sanguíneo para as extremidades. Isso significa menos formigamento, menos cãibras noturnas e uma sensação geral de vitalidade física.
Há inclusive relatos de melhora na performance de caminhadas em pacientes com claudicação intermitente (condição em que há dor nas pernas ao andar, causada por má circulação). E isso pode fazer toda a diferença no dia a dia de quem busca manter uma rotina mais ativa com o passar dos anos.
Outro benefício associado ao ginkgo biloba é a sua possível atuação na regulação da pressão arterial. Embora ele não substitua medicamentos anti-hipertensivos prescritos, pode atuar como coadjuvante ao ajudar a relaxar os vasos e permitir uma circulação mais eficiente. No entanto, aqui vai um alerta: por também ter efeitos anticoagulantes, o uso do ginkgo deve ser feito com orientação médica, especialmente se a pessoa já toma medicamentos para pressão ou problemas cardíacos.
O que pode parecer um simples suplemento natural, na prática, exige o mesmo cuidado que qualquer outro tratamento. A automedicação pode trazer riscos — principalmente se ignorarmos a interação com outros remédios.
O estresse oxidativo é um dos grandes vilões do envelhecimento cardiovascular. Ele favorece inflamações silenciosas, compromete as células do coração e favorece o aparecimento de doenças crônicas. O ginkgo biloba combate esse processo com sua poderosa ação antioxidante.
Em outras palavras, ao tomar ginkgo biloba aos 40+, você não está apenas reagindo a sintomas — está adotando uma postura de prevenção ativa contra a deterioração do sistema cardiovascular. E esse talvez seja o maior diferencial: tratar antes que o problema se instale.
Embora muito se fale sobre os benefícios do ginkgo biloba para a memória, é importante entender que corpo e mente caminham juntos. Um sistema cardiovascular eficiente também contribui para a oxigenação adequada do cérebro. E vice-versa: manter o cérebro ativo e saudável ajuda na regulação de funções vitais como batimentos cardíacos e pressão.
Ao estimular a circulação cerebral, o ginkgo também contribui para a clareza mental, foco e disposição — fatores que têm impacto direto no humor, na produtividade e até na qualidade do sono. E dormir bem é outro pilar essencial da saúde cardíaca.
Pessoas que apresentam histórico familiar de doenças cardiovasculares, que vivem sob estresse crônico ou que já notam sinais de má circulação devem considerar conversar com um médico sobre o uso do ginkgo biloba. O suplemento é geralmente bem tolerado, mas há contraindicações — principalmente para quem faz uso de anticoagulantes, tem epilepsia ou está em tratamento com antidepressivos.
Não se trata de uma “cura milagrosa”, mas de uma ferramenta potente no arsenal da longevidade. Quando combinada a hábitos saudáveis — como alimentação equilibrada, exercícios físicos e sono de qualidade — pode representar um divisor de águas na saúde depois dos 40.
Se você está considerando incluir o ginkgo biloba na sua rotina, procure produtos de procedência confiável, com concentrações padronizadas de extrato seco. A dose mais estudada gira em torno de 120 a 240 mg por dia, geralmente dividida em duas ou três tomadas.
Evite começar por conta própria, especialmente se estiver em uso de qualquer medicação contínua. A sinergia entre natureza e ciência é poderosa, mas deve sempre ser guiada pela responsabilidade e pelo acompanhamento profissional.
Aos 40+, não se trata mais apenas de manter o ritmo, mas de proteger o que já foi construído até aqui. E, nesse contexto, o ginkgo biloba aparece como um aliado interessante — discreto, natural e profundamente eficaz quando usado com sabedoria.
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