O aumento da produção de petróleo por países fora da OPEP, como Guiana, Suriname e Brasil, tem gerado um excedente na oferta mundial, o que afeta a capacidade da OPEP de manter os preços em níveis elevados. Os esforços da OPEP+ para controlar a produção e sustentar os preços do petróleo enfrentam um novo desafio à medida que mais países não vinculados ao cartel aumentam sua produção.
Recentemente, o preço do petróleo Brent vinha subindo, ultrapassando os US$ 90 por barril. Contudo, a expansão acelerada da produção por parte desses novos atores, especialmente na faixa equatorial, contribui para uma reversão dessa tendência, estabilizando e até reduzindo os preços no mercado internacional. A S&P Global destaca que a crescente produção não OPEP está limitando a efetividade das políticas de controle de oferta promovidas pela OPEP+.
Diferente da OPEP, que busca regular a oferta para manter a estabilidade dos preços, países emergentes como Guiana e Suriname adotam uma abordagem mais expansiva, aproveitando ao máximo o momento favorável para a exploração de petróleo. O foco dessas nações está na maximização de receitas a curto e médio prazo, uma vez que o futuro do petróleo pode ser impactado pelas tendências globais de descarbonização e transição energética.
Além da Guiana e do Suriname, o Brasil também tem contribuído significativamente para o aumento da oferta global, com grandes projetos de exploração offshore no pré-sal. Esses países veem na atual demanda global uma oportunidade de fortalecer suas economias, mesmo com a crescente pressão para a redução do uso de combustíveis fósseis.
Embora a expansão da produção não OPEP traga benefícios aos consumidores, que desfrutam de preços mais estáveis, ela também aumenta a volatilidade do mercado. O aumento da oferta pode criar um cenário de superprodução, que pressiona ainda mais os preços para baixo e gera incertezas para os países produtores.
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Além disso, a competitividade entre produtores OPEP e não OPEP deve se intensificar nos próximos anos, à medida que mais países emergentes na exploração de petróleo consolidam suas posições no mercado. Guiana e Suriname, como novos atores da indústria, ainda enfrentarão desafios regulatórios, ambientais e geopolíticos para garantir que suas operações continuem sendo viáveis a longo prazo.
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