Estudo do MDIC visa rotas de turismo comunitário em terras indígenas da Amazônia

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), apresentou nesta quarta-feira (4) o Diagnóstico do Etnoturismo na Amazônia Legal, com resultados de um estudo sobre rotas de turismo de base comunitária em territórios indígenas, assim como um guia de boas práticas elaborado para iniciativas dessa natureza.

Apresentação

A apresentação ocorreu na terra indígena Katukina Kaxinawá, em Feijó, no Acre, como início de uma programação que se estende até sexta-feira (6). A estadia na comunidade do povo indígena Shanenawa tem como objetivo a troca de experiências assim como proporcionar um melhor conhecimento sobre as estratégias da aldeia para geração de emprego, renda e conservação cultural. A programação ainda inclui conversas com lideranças de diferentes povos indígenas do Acre, de modo a conhecer suas visões, experiências e expectativas sobre o etnoturismo na Amazônia e em suas terras.

Estudo do MDIC de etnoturismo

O estudo analisa o etnoturismo realizado hoje pelos povos indígenas na Amazônia Legal a partir de 12 terras indígenas e 13 iniciativas de turismo distribuídas por cinco estados: Acre, Amazonas, norte do Mato Grosso, sul do Pará e Roraima. A pesquisa foca no turismo com protagonismo das comunidades na tomada de decisão, respeitando a identidade e cultura de povos originários.

“Esse diagnóstico é o primeiro passo para estruturar programas e políticas públicas de sociobioeconomia na área de serviços, em especial no turismo de base comunitária”, argumenta João Francisco Araújo, coordenador geral de Cadeias Produtivas dos Biomas e da Amazônia da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC.

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