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Parques tecnológicos em 9 estados receberão R$ 100 milhões para inovação e integrações regionais

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciaram um investimento de R$ 100 milhões para apoiar a implantação ou operação de parques tecnológicos em nove estados brasileiros, com foco nas regiões Norte e Nordeste. O resultado final da chamada pública foi divulgado na segunda-feira (17), contemplando 17 parques tecnológicos, dos quais oito estão localizados na região Norte: Amazônia (4), Tocantins (2), Amapá (1) e Rondônia (1).

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Recursos

Os recursos, provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e não reembolsáveis, têm como objetivo estimular o desenvolvimento tecnológico, promover a inovação e reduzir as desigualdades regionais. A iniciativa reforça o compromisso do governo federal em descentralizar os investimentos em ciência e tecnologia, levando oportunidades para áreas historicamente menos atendidas.

“Assumimos o compromisso de reduzir as assimetrias regionais do país, levando desenvolvimento para todos os brasileiros. É isso que buscamos em nossos editais”, destacou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Ela ressaltou a importância dos parques tecnológicos como catalisadores da integração entre academia, setor produtivo e governo, fortalecendo ecossistemas de inovação e promovendo o desenvolvimento científico e tecnológico.

Foco no desenvolvimento regional

O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida Filho, explicou que mais de 30% dos recursos não reembolsáveis do FNDCT estão sendo direcionados para as regiões Norte e Nordeste, com editais específicos para atender às necessidades locais. “Esse investimento reflete o compromisso do MCTI com a desconcentração regional. O desenvolvimento econômico dessas áreas gera empregos e impactos sociais positivos”, afirmou.

Os parques tecnológicos são ambientes que reúnem empresas, universidades, centros de pesquisa e governos, criando um ecossistema propício para a inovação. Eles contribuem para o aumento da competitividade regional, a geração de novas patentes, a criação de startups e a oferta de empregos qualificados, além de impulsionar a aplicação de novas tecnologias no mercado.

Critérios de seleção

A chamada pública, lançada em outubro de 2024, recebeu 25 propostas de nove estados, das quais 17 foram habilitadas. Para a seleção, a Finep considerou critérios como a contribuição para o desenvolvimento local, a vinculação ao Plano de Inovação da região e a existência de parcerias com universidades, empresas e outros hubs de inovação. O valor solicitado por cada proposta variou entre R$ 4 milhões 15 milhões.

Segundo a plataforma Inovalink, atualmente existem 62 parques tecnológicos em operação no Brasil, 23 em fase de implantação e sete em planejamento. A plataforma é fruto de uma parceria entre o MCTI, o Sebrae, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

Impacto esperado

O investimento em parques tecnológicos é visto como uma estratégia essencial para promover a inovação e o desenvolvimento econômico sustentável. Além de gerar empregos e renda, esses ecossistemas contribuem para a formação de profissionais qualificados, a atração de investimentos e a criação de soluções tecnológicas que atendam às demandas locais e globais.

“Os parques tecnológicos são fundamentais para impulsionar a pesquisa, o desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias, aumentando a competitividade regional e nacional”, afirmou Daniel Almeida Filho. Ele destacou que a iniciativa também fortalece a integração entre diferentes setores, criando um ambiente propício para a inovação colaborativa.

Próximos passos

Com os recursos garantidos, os parques tecnológicos contemplados poderão avançar em suas atividades, ampliando infraestruturas, promovendo pesquisas e fortalecendo parcerias com empresas e instituições de ensino. A expectativa é que esses ecossistemas se tornem polos de referência em inovação, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a redução das desigualdades regionais no país.

 

Para mais informações sobre o resultado final da Chamada Pública MCTI/Finep/FNDCT-Verde Amarelo/Parques Tecnológicos–01/2024, acesse o site oficial do MCTI.

Redação Revista Amazônia

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