Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) baniu a dipirona em 1977 após relatos de casos de agranulocitose associados ao uso do medicamento. Estudos conduzidos na época sugeriram que a incidência de agranulocitose variava de 1 em 10.000 a 1 em 50.000 usuários. Embora esses números possam parecer baixos, o risco foi considerado inaceitável dado que alternativas seguras, como o paracetamol e o ibuprofeno, estavam disponíveis no mercado.
Em contraste, a dipirona é amplamente utilizada no Brasil, onde é considerada segura e eficaz. Milhões de doses são consumidas anualmente, e o medicamento está disponível tanto em farmácias quanto em hospitais, muitas vezes sem a necessidade de receita médica.
A controvérsia em torno da dipirona é alimentada por estudos divergentes. Algumas pesquisas indicam que a incidência de agranulocitose é extremamente baixa, sugerindo que o risco foi superestimado nos estudos iniciais.
Os sistemas de regulação de medicamentos no Brasil e nos EUA diferem significativamente. Enquanto a FDA adota uma abordagem conservadora, a ANVISA leva em consideração as condições locais, incluindo acessibilidade e custo-benefício.
A proibição da dipirona nos Estados Unidos e seu uso generalizado no Brasil ilustram como fatores culturais, econômicos e regulatórios influenciam as políticas de saúde. Para muitos brasileiros, a dipirona continua sendo uma opção acessível e eficaz, enquanto para os americanos, o foco é evitar qualquer risco, por menor que seja, quando alternativas seguras estão disponíveis.
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