Na última quinta-feira (20/06), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou o Simpacto, um sistema nacional voltado para fortalecer a economia de impacto em todas as regiões do Brasil. O objetivo é alinhar as legislações estaduais e municipais com as diretrizes da Estratégia Nacional de Economia de Impacto (Enimpacto), promovendo soluções para problemas sociais e ambientais através de negócios inclusivos e sustentáveis.
A economia de impacto se concentra em criar um ambiente de negócios que aborda problemas sociais e ambientais, gerando inclusão, renda, bem-estar social, inovação e desenvolvimento econômico. O Simpacto é projetado para unificar e desenvolver parcerias com políticas públicas estaduais, levando em conta as especificidades de cada região para fomentar iniciativas de impacto.
O lançamento contou com a presença do secretário executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, e do secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria, Rodrigo Rollemberg. Elias Rosa ressaltou o compromisso do governo com o desenvolvimento econômico sustentável. “Estamos comprometidos com uma política de desenvolvimento que equilibre sustentabilidade social, econômica e ambiental”, afirmou.
O evento também marcou a assinatura de acordos de cooperação técnica com os vice-governadores do Rio Grande do Norte, Walter Alves, e de Alagoas, Ronaldo Lessa, integrando esses estados ao sistema. Alves destacou que a inclusão do Rio Grande do Norte no Simpacto impulsionará setores como energias renováveis, turismo e produção de frutas. Lessa expressou entusiasmo pelo novo modelo de negócios que alia resultados financeiros a impactos socioambientais positivos.
O Simpacto trabalhará em cinco eixos principais da política pública:
A meta do Plano Decenal é que, até 2032, todos os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal estejam integrados ao Simpacto.
A cerimônia aconteceu durante a reunião trimestral do Comitê de Economia de Impacto, que reúne organizações públicas e privadas para discutir a Enimpacto. Na ocasião, foi aprovado o documento “G20 pelo Impacto”, com recomendações para fomentar a economia de impacto, a ser apresentado à presidência do G20.
Além do MDIC, a Enimpacto conta com a participação de diversos ministérios, como Meio Ambiente, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Assistência Social, Ciência e Tecnologia, Fazenda, Trabalho e Emprego, Educação, Planejamento e Orçamento, Gestão e Inovação em Serviços Públicos, entre outros. A Casa Civil e a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República também fazem parte dessa iniciativa, juntamente com representantes da iniciativa privada.
Atualmente, o Brasil possui cerca de mil negócios de impacto, que movimentaram aproximadamente R$ 18 bilhões em investimentos. Esses empreendimentos promovem a regeneração e renovação dos recursos naturais e a inclusão de comunidades, tornando o sistema econômico mais equitativo.
O Simpacto representa um passo significativo para alinhar desenvolvimento econômico com objetivos sociais e ambientais, proporcionando um modelo de crescimento sustentável e inclusivo para o Brasil.
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