Fonte: UFPA
A Amazônia, reconhecida mundialmente por sua imensa biodiversidade e papel crucial no equilíbrio climático, também é um polo de inovação científica e tecnológica. No coração dessa transformação está a Universidade Federal do Pará (UFPA), que tem liderado pesquisas aplicadas em diversas frentes, conectando o saber acadêmico às necessidades práticas das comunidades amazônidas e do mercado.
Com esse propósito, a Reitoria da UFPA promoveu o workshop “Ciência, Tecnologias e Desenvolvimento na Amazônia: Laboratórios e Produção da UFPA”, com o objetivo de estreitar laços com agências de fomento, gestores e setores produtivos. A proposta é clara: transformar ciência em soluções acessíveis e eficazes para a região.
“Queremos que nossos produtos e tecnologias saiam dos laboratórios e cheguem à sociedade, gerando impacto real. Esse diálogo com o setor produtivo é fundamental”, afirmou o reitor Gilmar Pereira da Silva.
Durante o evento, foram apresentados diversos projetos que traduzem o potencial da ciência amazônica em aplicações práticas. Alguns destaques incluem:
Gelatina em pó feita de peixe, desenvolvida pelo Laboratório de Produtos de Origem Animal.
Biocarvões multifuncionais, com uso potencial em cosméticos, culinária e descontaminação, fruto do trabalho do Laboratório de Óleos da Amazônia.
Organogéis com óleos regionais, voltados para aplicações antienvelhecimento, criados pelo Núcleo de Inovação Tecnológica em Medicamentos e Cosméticos.
Combustíveis verdes (gasolina, querosene e diesel) a partir de resíduos do açaí e do tucumã, resultado das pesquisas do Laboratório de Engenharia de Processos de Conversão de Biomassa e Resíduos.
Esses exemplos fazem parte de um portfólio com mais de 30 projetos distribuídos em núcleos das áreas de saúde, engenharias, ciências exatas, biológicas e sociais.
Entre os laboratórios apresentados, o Laboratório de Biossoluções e Bioplásticos da Amazônia (Laba) tem ganhado destaque por desenvolver alternativas sustentáveis a partir de matérias-primas locais. As pesquisas buscam não apenas reduzir impactos ambientais, mas também gerar oportunidades econômicas para as comunidades amazônicas.
No Laba, são desenvolvidas:
Embalagens biodegradáveis feitas de amido de mandioca e caroço de açaí.
Cosméticos e produtos de limpeza com ingredientes amazônicos.
Pimenta-do-reino recoberta com filme comestível de amido, prolongando a conservação do alimento.
“É essencial aproximar os órgãos externos das nossas inovações. O apoio institucional e empresarial pode potencializar muito o que já fazemos aqui”, reforçou o pesquisador Davi Brasil, do Laba.
A UFPA mostra que inovação não é apenas criar novas tecnologias, mas aplicar o conhecimento de forma contextualizada, considerando a realidade, os saberes tradicionais e os desafios da região amazônica. A universidade atua como um elo entre ciência, natureza e sociedade, reforçando que é possível crescer economicamente preservando o meio ambiente.
A próxima meta da instituição é realizar um grande seminário até o fim do ano para apresentar de forma ampla suas iniciativas e atrair novas parcerias que viabilizem a expansão e aplicação prática dessas soluções em escala.
Fonte: ASCOM e CTIC – UFPA
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