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Uma formiga deixa o chão da floresta, sobe pela vegetação e prende as mandíbulas em uma folha ou…
Revista Amazônia
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Uma formiga deixa o chão da floresta, sobe pela vegetação e prende as mandíbulas em uma folha ou galho.
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Algum tempo mais tarde, uma estrutura produzida por um fungo emerge de seu corpo e libera esporos no ambiente.
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O nome é popular, mas descreve um fenômeno biológico real: determinados fungos parasitas conseguem alterar o comportamento de seus hospedeiros.
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O processo pode começar quando a formiga entra em contato com esporos presentes no ambiente.
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Depois da infecção, o fungo cresce e utiliza recursos do organismo hospedeiro.
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Durante esse desenvolvimento, substâncias produzidas pelo parasita interferem no comportamento da formiga.
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O inseto pode abandonar os padrões normais da colônia e se deslocar até um ponto favorável ao fungo.
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Temperatura, umidade e altura podem influenciar o desenvolvimento do fungo e a dispersão dos esporos.
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Ao morrer presa a uma folha ou galho, a formiga se transforma em uma plataforma elevada.
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A estrutura reprodutiva do fungo cresce e libera esporos que podem alcançar o solo e outros insetos.
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Dessa forma, o comportamento alterado do hospedeiro aumenta as possibilidades de o parasita completar seu ciclo.
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Não se trata necessariamente de uma decisão consciente produzida por um organismo centralizador.
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O fenômeno envolve alterações químicas e fisiológicas que interferem nos movimentos do hospedeiro.
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Formigas vivem em colônias densas, circunstância que poderia facilitar a propagação de parasitas.
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