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Na COP17, mulheres e comunidades unem Cerrado e Caatinga para restaurar terras…

Um painel realizado no Pavilhão Brasil, durante a COP17 da Desertificação, reuniu representantes de…

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Painel no Pavilhão Brasil mostrou que recuperar o solo depende de ciência, tecnologias sociais e autonomia para quem vive no território.

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O que uma cisterna no Semiárido brasileiro tem a ver com uma comunidade camponesa do Chaco, na América do Sul?

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A resposta apareceu durante um painel da COP17 da Desertificação, em Ulaanbaatar, na Mongólia: recuperar terras secas exige mais do que técnicas ambientais.

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É preciso reconhecer os saberes de quem vive no território, fortalecer as comunidades e colocar as mulheres no centro das decisões.

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O encontro discutiu como a restauração de áreas degradadas pode caminhar junto com justiça social, preservação cultural e segurança alimentar.

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Uma aliança entre Cerrado e Caatinga Mediado por Ivi Aliana Dantas, da Articulação Semiárido Brasileiro, o painel começou com um chamado para que os biomas deixem de ser tratados como territórios isolados.

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Ingrid Silveira, secretária executiva do GT Cerrado da Frente Parlamentar Ambientalista e representante da Rede Cerrado, defendeu uma cooperação permanente entre Cerrado e Caatinga.

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Segundo Ingrid, a parceria entre a Rede Cerrado e a ASA já se articula em pautas políticas comuns, como a defesa da Proposta de Emenda à Constituição 504, que busca reconhecer os dois biomas como patrimônios nacionais.

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A proposta, afirmou, precisa voltar ao centro das discussões do Congresso Nacional.

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A ativista também criticou a antiga visão de que o Cerrado seria uma área disponível para ocupação, sem populações e sem história.

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“Nos últimos 50 anos, o Cerrado já perdeu 50% da sua vegetação por causa desse pensamento de uma terra sem gente, sem povo”, declarou.

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O bioma abriga 83 etnias indígenas e 22 dos 28 segmentos de povos e comunidades tradicionais reconhecidos pela legislação brasileira, de acordo com os dados apresentados por Ingrid.

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Para ela, proteger as nascentes e a vegetação do Cerrado também significa preservar a identidade cultural de quem depende desses ambientes.

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Cisternas atravessam fronteiras e chegam ao Chaco A experiência brasileira com tecnologias sociais ganhou uma dimensão internacional na fala de Antonella Sleiman, jovem representante da Fundapaz e da Plataforma Semiáridos.

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