Satipo e Nauta tornaram-se os primeiros lugares do mundo a reconhecer as abelhas sem ferrão da Amazônia como sujeitos de direitos. Sua proteção é fundamental para a polinização, o mel medicinal e o conhecimento ancestral indígena.


Na Amazônia peruana, os municípios de Satipo, na região de Junín, e Nauta, em Loreto, tomaram uma decisão inédita.
Por meio de decretos municipais, as florestas amazônicas e seus habitats são reconhecidos como sujeitos de direitos, sendo este o primeiro caso no mundo em que um inseto obtém esse status legal.
Com a efetiva proteção legal, a lei proíbe práticas prejudiciais e busca preservar uma espécie fundamental para a polinização da flora amazônica.
O trabalho das abelhas sustenta ecossistemas, alimentos e a vida das comunidades da região. O que acontece na Amazônia peruana também tem impacto regional, já que a proteção das abelhas faz parte do cuidado com os ecossistemas que conectam o Peru, o Equador e o restante da bacia amazônica.

Posteriormente eles reconheceram também o território da Reserva da Biosfera Avireri-Vraem como um local em que a presença dos insetos deve ser protegida
Na colmeia, o samburá é a base do alimento oferecido pelas operárias às crias e à rainha. (Isso mesmo! É a comida dos bebês e da gestante).
Em diferentes culturas indígenas encontramos relatos desde que o samburá “não presta” (talvez por seu sabor ácido ) à receitas para fortalecer crianças e recuperar mulheres no puerpério.
O samburá representa uma rica fonte de proteínas, vitaminas e minerais.
São mais de 600 espécies conhecidas de abelhas sem ferrão que vivem em regiões tropicais e subtropicais ao redor do mundo e desempenham papéis vitais no ecossistema da floresta amazônica.
Os povos indígenas cultivam as abelhas sem ferrão há séculos, e essas abelhas são polinizadoras essenciais das florestas tropicais, sustentando a biodiversidade. As abelhas sem ferrão possuem ferrão, mas ele é pequeno e ineficaz.
“Essas abelhas são essenciais para a vida na Amazônia”. Elas são as polinizadoras mais eficientes das culturas mais importantes. Usam o mel e o pólen das abelhas sem ferrão como alimento e remédio, e sua “cola de abelha”, ou própolis , para velas e flechas. Mas também contribuem indiretamente para a captura de carbono, mantendo as florestas e as árvores vivas e em processo de regeneração”.
Ativistas afirmam que esse reconhecimento dos municípios de Satipo e Nauta, no Peru, marca um ponto de virada na relação entre humanos e natureza.






Você precisa fazer login para comentar.