
No Dia da Amazônia, empresa divulga resultados de programas de proteção florestal e monitoramento da biodiversidade, destacando-se como voz ativa nos debates globais sobre clima
São Paulo, setembro de 2025 – Faltando pouco mais de dois meses para a COP30 em Belém, as atenções se voltam novamente à Amazônia. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que o desmatamento na região cresceu 8,4% entre agosto de 2024 e junho de 2025, pressionado principalmente por incêndios. Esse avanço reacende os alertas sobre o risco de atingir o chamado ponto de não retorno — estágio em que a floresta perde a capacidade de se regenerar, comprometendo o equilíbrio climático global.
Nesse cenário, iniciativas empresariais consistentes, com resultados mensuráveis, ganham relevância. É o caso da Agropalma, maior produtora de óleo de palma sustentável do Brasil e referência internacional no setor. Há mais de duas décadas, a companhia investe em conservação da floresta, pesquisa científica e proteção da biodiversidade, consolidando uma estratégia que combina produção agrícola e preservação ambiental.
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Localizada no Centro de Endemismo Belém (CEB), uma das áreas mais biodiversas da Amazônia, a Agropalma adota desde 2002 uma política pioneira: para cada hectare cultivado com palma, 1,6 hectare de floresta nativa é preservado. O resultado é a manutenção de 64 mil hectares de áreas protegidas, equivalentes a cerca de 60% de suas terras no Pará.
Essa proporção coloca a empresa entre as líderes globais em conservação privada dentro do setor de palma, e ajuda a formar corredores ecológicos fundamentais para espécies ameaçadas. Além disso, a própria cultura perene da palma atua como “escudo natural”, reduzindo o chamado efeito de borda, que torna florestas mais vulneráveis a incêndios, ventos e degradação.
O compromisso não é apenas institucional: anualmente, cerca de R$ 2 milhões são aplicados na proteção dessas áreas, com equipes de guardas florestais, sistemas de vigilância e políticas de mediação pacífica de conflitos.

Biodiversidade monitorada
A conservação ganha reforço com pesquisa. Em parceria com a Conservation International (CI), a Agropalma mantém há 18 anos um programa de monitoramento de fauna que já catalogou mais de mil espécies, incluindo animais endêmicos e ameaçados.
Entre os resultados mais expressivos:
- Registro de cerca de 40 espécies ameaçadas, como a onça-pintada e o macaco Kaapori.
- Identificação de mais de 400 espécies de aves, sendo 27 ameaçadas.
- Levantamento de cerca de 60 espécies de mamíferos de médio e grande porte, 11 em risco de extinção.
O acompanhamento é feito em 18 trilhas florestais, com uso de câmeras automáticas e observação direta. Esses dados são compilados em relatórios de biodiversidade que funcionam como bioindicadores da qualidade da preservação. Hoje, segundo a empresa, as áreas estão de duas a três vezes mais protegidas do que em 2020.
Parcerias científicas
A Agropalma também apoia iniciativas externas. Um exemplo é a colaboração com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), dentro do Programa Anta Amazônia, que investiga a ecologia da maior espécie terrestre da América do Sul. Conhecida como “jardineira das florestas”, a anta tem papel essencial na dispersão de sementes e manutenção da diversidade vegetal.
Outra parceria é com o Programa de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Oriental (PPBio-AmOr), coordenado pela UFPA e pela Universidade de Bristol. Pesquisadores utilizam áreas da empresa como laboratório natural para estudar os impactos das mudanças climáticas na floresta e nas populações de fauna e flora.
“Nosso compromisso com a Amazônia não é recente nem circunstancial. Faz parte da essência do nosso modelo de negócio. A floresta em pé é a garantia da perenidade da palma e da sustentabilidade da nossa operação”, afirma Tulio Dias Brito, diretor de Sustentabilidade da Agropalma.
Floresta como oportunidade
Para a companhia, os aprendizados acumulados ao longo de mais de 20 anos indicam que conservação e desenvolvimento econômico não são forças opostas. “A floresta não é um obstáculo, mas um motor de inovação e competitividade. A bioeconomia é a chave para gerar valor compartilhado para as comunidades, para a natureza e para os mercados”, reforça Brito.
Essa visão orienta a participação da empresa nas discussões da COP30, onde pretende apresentar seus resultados e propor caminhos para uma bioeconomia amazônica baseada em ciência, inovação e responsabilidade social.
Sobre a Agropalma
Fundada em 1982 no Pará, a Agropalma é reconhecida internacionalmente por seu modelo de produção sustentável de óleo de palma. A companhia atua em toda a cadeia produtiva, desde viveiros de mudas até produtos refinados e de alto valor agregado, incluindo linhas orgânicas. Com seis indústrias extratoras, duas refinarias, terminal de exportação próprio e cerca de 5 mil colaboradores, a empresa mantém também um programa de agricultura familiar que beneficia mais de 300 produtores parceiros.
Mais informações: www.agropalma.com.br
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