
Amazônia conecta-se ao mundo em rota estratégica
Nova rota para a Ásia promete baratear produtos e acelerar exportações do Norte
Uma comitiva de empresários da região amazônica acaba de retornar de uma expedição estratégica pelo Peru e Panamá. O objetivo é claro: conectar o coração da Amazônia aos maiores mercados do mundo através do Oceano Pacífico.
Liderada pela Associação PanAmazônia, a missão percorreu infraestruturas colossais que prometem mudar a forma como o morador do Norte consome e produz. Imagine o açaí, a madeira sustentável ou os produtos da Zona Franca de Manaus chegando à China em tempo recorde, sem precisar contornar todo o continente.
O gigante de Chancay e o futuro do comércio peruano
A primeira parada impactante foi o Porto de Chancay, no Peru. Imagine um terminal tão moderno e profundo que consegue receber os maiores navios do planeta, equipados com automação de última geração. É como se a Amazônia ganhasse um “atalho” tecnológico para o Oriente.
A Ministra do Comércio Exterior do Peru, Teresa Mera, recebeu a delegação para discutir como o Brasil pode usar esse eixo. Para o empresário local, isso significa menos burocracia e fretes mais baratos, traduzindo-se em preços menores nas prateleiras e mais competitividade para quem produz na floresta.

Panamá e a engenharia que move o mundo
A viagem seguiu para o Canal do Panamá, onde a comitiva conheceu as Eclusas de Água Clara. O sistema é uma maravilha da engenharia moderna: funciona como um elevador gigante para navios “Neo-Panamax”, que carregam milhares de contêineres de uma só vez.
Além do canal, a Zona Libre de Colón abriu as portas. Considerada a maior zona franca das Américas, ela oferece lições valiosas de logística e isenção de impostos que poderiam ser aplicadas para fortalecer a economia regional e atrair novos investimentos para o Norte do Brasil.

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Superando as barreiras nas fronteiras brasileiras
Nem tudo são flores na rota do progresso. Em reunião com o Embaixador do Brasil em Lima, Clemente Baena Soares, os empresários da PanAmazônia levaram queixas reais: a burocracia excessiva e os entraves nas alfândegas ainda travam o fluxo de mercadorias.
A integração física já existe, mas a “integração de papéis” precisa acelerar. O fortalecimento desses laços institucionais é o passo final para que o corredor bioceânico deixe de ser um sonho técnico e se torne uma realidade no bolso de cada cidadão amazônida.












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