
Durante a COP30, em Belém, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou uma seleção ambiciosa: 100 startups foram convidadas a participar de seu programa de aceleração, o BNDES Garagem, com foco claro em soluções para a economia verde e a descarbonização. Esse movimento sinaliza que o Brasil aposta em inovação para enfrentar os desafios socioambientais contemporâneos, aproveitando a conferência climática para mostrar que apoiar o empreendedorismo de impacto é parte central de sua estratégia de desenvolvimento sustentável.
A convocação para essa nova turma do BNDES Garagem foi feita em meio às negociações, painéis e anúncios da COP30. Das mais de 1,8 mil iniciativas inscritas, apenas 100 foram selecionadas — um corte rigoroso que reflete o desejo do banco de concentrar recursos, mentoria e redes de apoio nas ideias mais promissoras. Para operacionalizar o programa, o BNDES contou com a Quintessa, aceleradora especializada em clima e desenvolvimento econômico, que já estrutura e executa iniciativas de impacto desde 2009. QUINTESSA+2QUINTESSA+2
As 100 startups aprovadas foram divididas em dois estágios: 50 no grupo “criação” e 50 no grupo “tração”. No grupo criação estão empresas nascentes, ainda desenhando seus modelos de negócio ou testando suas ideias; no grupo tração, estão aquelas que já validaram seus produtos ou serviços e buscam escalar suas operações com o suporte adequado.
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Lindsay Levin diz que Brasil conduziu COP30 com habilidade em cenário tensoO programa se estenderá até junho de 2026. Durante esse período, as startups terão apoio individualizado — mentores especializados, consultoria técnica, serviços gratuitos e subsídios — além de acesso a potenciais investidores e parceiros, tanto públicos quanto privados. É uma combinação poderosa que mistura capital humano, rede de contatos e preparação para crescimento real.
Ao divulgar os perfis das selecionadas, o BNDES destacou que a maioria (39) atua no segmento de economia verde e descarbonização — justamente o eixo mais estratégico no contexto atual de emergência climática. As outras startups cobrem diversas áreas: saúde (18), educação (14), economia da periferia (12), economia azul (7), segurança pública (2), cultura, arte e tecnologia criativa (1), melhoria do governo e instituições (1) e outros (6). Esse leque demonstra que o programa vai além do meio ambiente: ele também mira impacto social, inclusão e inovação institucional.

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Outro dado notável é que 45 das startups selecionadas têm uma pessoa preta ou parda à frente do negócio, e 67 contam com ao menos uma mulher como sócia. Esses números reforçam o compromisso de diversidade e representatividade no ecossistema empreendedor de impacto, especialmente quando se trata de canais financiados por uma instituição pública de grande porte como o BNDES.
No final do ciclo de aceleração, as 10 startups mais destacadas serão premiadas: cinco de cada grupo. Para as de tração, os prêmios variam de R$ 64 mil a R$ 160 mil; para as de criação, vão de R$ 32 mil a R$ 85 mil. Além do valor financeiro, essa premiação simboliza reconhecimento e validação para empreendedores que muitas vezes enfrentam dificuldades para crescer e atrair investimentos.
Marcelo Marcolino, superintendente da Área de Mercado de Capitais, Investimentos e Participações do BNDES, afirmou que o programa é uma demonstração clara de que o banco “tem as portas abertas para empreendedores de impacto”. Ele destacou que as startups selecionadas vêm de diferentes regiões do Brasil e têm perfis diversos, o que mostra que a instituição está comprometida em apoiar soluções de todos os cantos para os grandes desafios ambientais e sociais.
Desde a criação do BNDES Garagem, já foram aceleradas mais de 300 startups, segundo o banco. E a meta é ainda mais ambiciosa: até 2028, apoiar mais 300 empresas de impacto. Esse esforço contínuo reforça que o BNDES enxerga a aceleração como um caminho estratégico para fomentar a inovação sustentável — não apenas como projeto pontual, mas como parte integrante de sua missão de desenvolvimento nacional.
A escolha de anunciar essa seleção durante a COP30 também não é casual. Trata-se de um gesto simbólico e prático: demonstrar à comunidade internacional que o Brasil está investindo em inovação de impacto para enfrentar a crise climática. Ao mesmo tempo, o programa reforça que a transição verde deve passar por ações concretas, nacionais e descentralizadas, gerando emprego, renda e soluções para o presente e o futuro.
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