Estudo publicado na revista Applied Surface Science indica ser possível usar o molibdato de manganês (MnMoO4) como fotocatalisador em processos de descontaminação de efluentes ou de geração de energia limpa a partir da quebra de moléculas de água.

O MnMoO4 é um semicondutor amplamente empregado no desenvolvimento de supercapacitores utilizados em vários tipos de dispositivos eletrônicos, componentes de veículos elétricos ou híbridos, fontes de energia de reserva, entre outras aplicabilidades. Destaca-se por suas propriedades eletrônicas, alta estabilidade termodinâmica, baixo custo e por não apresentar riscos ao meio ambiente.

O estudo foi conduzido pelos pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Miguel San Miguel e Luis Henrique da Silveira Lacerda, que integram o Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Lacerda é bolsista da FAPESP. O trabalho faz parte do Projeto Temático “Modelagem computacional da matéria condensada”.

Os pesquisadores utilizaram simulações computacionais para descrever as propriedades estruturais, eletrônicas e magnéticas encontradas nas superfícies do material, apontando assim a possibilidade de aplicações em dispositivos nos quais o molibdato de manganês ainda não é empregado.

Evidenciou-se, por exemplo, o alto potencial antiviral e bactericida do semicondutor, abrindo caminho para sua aplicação no controle da disseminação de vírus em superfícies. A pesquisa ressalta ainda, a partir de um ponto de vista molecular, a origem das propriedades observadas para as diferentes superfícies do molibdato de manganês e a dependência entre as propriedades e a morfologia do semicondutor.

O artigo DFT approaches unraveling the surface and morphological properties of MnMoO4 pode ser lido em http://cdmf.org.br/2021/08/16/dft-approaches-unraveling-the-surface-and-morphological-properties-of-mnmoo4/.